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Fatima Guedes

Seres da floresta: significativas insignificâncias

13 de novembro de 2023 Fatima Guedes
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Quando humanos permitem, gero alimentos saudáveis, águas e ar puros; propicio estações equilibradas, relações equitativas entre todos os seres e condições necessárias para uma saúde global solidária. Em conflito com tantos agravos, concluo que a espécie humana mais atrapalha que contribui solidariamente. Se vocês alcançarem a essência de minha mensagem, entender-me-ão. Meus elementos básicos – o ar, o solo, a água e o céu – vivem muito bem sem vocês. Lembrem: vocês são meus hóspedes, não meus donos.

                                                                           (Momento de escuta à Mãe Terra)

Abelha
Amplas reflexões trouxeram aquele “insignificante” Ser!… Pedido de socorro?! (Foto: Floriano Lins)

Iniquidades praticadas à Mãe Terra avançam impiedosamente. As bases de sustentabilidade a uma vida saudável são massacradas, invisibilizadas e ignoradas sob artimanhas midiáticas de entretenimentos fúteis, vazios de autênticos sentidos artístico libertários.

A ausência de leitura problematizadora sobre o real-concreto socioambiental faz muita falta: povo virou massa de manobra, objeto de troca eleitoreira; perdeu a capacidade de se pronunciar com autonomia, com liberdade para interferir contra injustiças generalizadas produzidas por sabotagens administrativas. Predomina o sonambulismo social – um estado de dormência cultural com reflexos destrutivos sobre quaisquer perspectivas a um pleno e sadio desenvolvimento.

Conforme a linguística caboca, é “discunforme grande” a carência de sopros contagiantes – a palavra bem dita! Esse poderoso antídoto, instrumento incontestável de sensibilização, de despertar e cura de consciências intoxicadas, tem feito muita falta no sentido de um agir interventivo e transformador da realidade. A partir de persuasões midiáticas embriagantes, caridosistas (cestas básicas) a serviço da politicagem viciada, as ações criminosas de destruição da vida da/na Amazônia são massificadas como “um processo natural da região”, cuja tática ganha dimensão sobre o analfabetismo estrutural.

Esperançar, porém, é verbo em movimento; é desafio transgressor a transgressões escravagistas, dominantes, criminosas. Esperançar também é estabelecer sintonia com anúncios e profecias místicas, na perspectiva de respostas provocadoras, recheadas de sentido transformador. É utopia ativa…

– O quê?!… Uma Abelha?!… Justo, quando a impotência parece aniquilar possibilidades, retrair ideias interventivas e sensibilizantes, uma Abelhinha Jupará (o escrito em maiúsculo é intencional) arrastada pelo vento enfumaçado, cai sobre a tela do computador em estado agonizante.

Seria o anúncio/denúncia provocadores?! Seria a bendita inspiração para polinizar estes rascunhos em defesa da vida?

Só sei que a impactante surpresa quebra paradigmas e inculcações discriminatórias… Recheia a autoconfiança com sopros divinizantes do Poeta Manoel de Barros sobre o valor das “insignificâncias”: “Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro. Pra mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas)”.

Amplas reflexões trouxeram aquele “insignificante”Ser!… Pedido de socorro?! Instigação?!

Sem outras saídas, deixei-A repousando sobre uma flor de Ora Pro Nobis do nosso quintal… Ali mesmo se despediu.

Uma lágrima desobstruiu minha visão conduzindo-me a um terreno, de aproximadamente 360m2, totalmente devastado. Sobre a galharia seca da fúnebre paisagem abelhas, borboletas, louva-deuses, cabas, beija-flores, mangauas,morcegos, besouros agonizavam sufocados pela violenta fumaça… Cenário angustiante!

Encerrava-se ali, de forma trágica, um ciclo de vidas, fonte de sustentabilidade, sem perspectivas de renascimento. Morte mesmo!

Os colos de apoio, de defesa; os territórios de sobrevivência desses produtores da vida são destruídos criminosamente sem quaisquer sentimentos e/ou intervenções da comunidade e de órgãos administrativos: não há alertas, programas socioeducativos sobre garantia de vida saudável; menos ainda referências sobre o valor das “insignificâncias” -os sustentáculos da natureza selvagem e humana.

Altamiro Carvalho, apicultor
Protegemos a natureza pra não faltar flores e água pras abelhas nos darem mel de boa qualidade, diz Altamiro Carvalho. (Foto: Floriano Lins)

A trágica passagem da Abelhinha abriu diálogo com um apicultor da Comunidade Perpétuo Socorro do Paraná/Parintins de Baixo, Senhor Altamiro Carvalho Farias, o Tapioca, assim conhecido. Há mais de 50 anos, a família se empenha em cuidar das vidas daquela Comunidade (espaço de várzea: “A gente cultiva abelha durante um tempão. Vinte anos, por aí. Temos aproximadamente sessenta colmeias. Nós não sabe tudo, mas tem uma prática de criação”.

Tapioca sensibilizou-se com o “pedido de socorro” da Jupará e compartilhou um pouco da realidade das vidas da Amazônia em situação de devastação e extinção: “No Paraná, não tá diferente. Tudo muito seco. Devido a quentura, as abelhas não conseguem puxar o líquido das flores pra produzirem o mel. Como tem pouca florada, a água das flores é insuficiente para produção. As colmeias ficam fracas, pobres de mel. A florada está prejudicada. É muita fumaça! Muita quentura!  Abelhas e outros polinizadores morrendo. Nem sei se conseguirão voltar a produzir. Situação difícil!”

Solidário, o Apicultor compartilhou um fato preocupante e comprometedor à saúde: “Com a falta da florada, os mesmos que queimam a floresta estão alimentando as abelhas com calda de açúcar para terem mel com fartura. Isso não é mel legítimo. É um purgante que tão vendendo, enganado as pessoas. Não podemos cair nessa. Somos criadores legítimos de abelhas. Protegemos a natureza pra não faltar flores e água pras abelhas nos darem mel de boa qualidade. Repito: esse mel de calda de açúcar é falso, prejudica a saúde de quem consome. Isso é muito sério. Tem que ter fiscalização”.

Sobre os prejuízos das queimadas e da seca na vida das abelhas e na produção de mel, Tapioca tece comentários importantes: “Das nossas 50 colmeias, cheguei a tirar até 60 litros de mel. Foi nossa maior produção. Agora, a gente tá tirando de 40 a 45 litros. A produção deste ano foi mais baixa ainda. As queimadas mataram muitas abelhas. A seca tá grande e os Taxizeiros não conseguiram florir. Eles só jogam florada quando a água entra nos pés deles, as raízes.  Aí a produção é boa. Esperamos que a segunda florada dê alguma coisa. Pra isso, tem que chover bem. Mas, a companheirada precisa acordar e ajudar salvar o que resta”.

É o que está posto!… Mãe Terra reage a cada agressão. Insiste em chamar a atenção de que somos Seus hóspedes, não donos. E todas as vidas indistintamente são UNAS apesar de diversas: ferir a uma, fere a todos e a todas. 

Por fim, Papa Francisco, na poética Carta Encíclica “Laudato, Si”, abre picadas à consciência universal: “Tudo está relacionado: o sol, e a lua, o cedro e a florzinha, a águia e o pardal:[…] significa que nenhuma criatura se basta a si mesma. Elas só existem da dependência umas das outras, para se completarem mutuamente no serviço uma das outras”.


Fátima Guedesé educadora popular e pesquisadora de conhecimentos tradicionais da Amazônia. Uma das fundadoras da Associação de Mulheres de Parintins, da Articulação Parintins Cidadã, da TEIA de Educação Ambiental e Interação em Agrofloresta. Militante da Marcha Mundial das Mulheres (MMM) e Articulação Nacional de Movimentos e Práticas de Educação Popular e Saúde (ANEPS). Autora das obras literárias, Ensaios de Rebeldia, Algemas Silenciadas, Vestígios de Curandage e Organizadora do Dicionário - Falares Cabocos.

Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

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Assuntos abelha, apicultor, floresta, mãe terra, Parintins, vida
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