MANAUS – Sem um cabo e um soldado para invadir o STF – os golpistas encurralaram os militares nos quartéis –, os bolsonaristas decidiram marchar com instinto de manada para a depredação dos três Poderes. Só faltou berrante.
Mas sobrou berros de golpe ao estado democrático de direito. Os urros viraram ruídos em meio ao som de móveis e vidraças sendo quebrados. Uma sinfonia de patriotismo lunático.
Os golpistas defendiam a tese bolsonarista de que é preciso destruir para salvar o país do comunismo. Gritavam: “É nosso… É nosso”.
Se a sanha destrutiva é exercida contra o que é deles, imagina como seria contra o que não é. Como não conseguem pensar, destruíram a própria condição de cidadão e cidadã de bem.
O termo deriva do communisme francês, com origem no latim communis e do sufixo isme. Semanticamente, communis pode ser traduzido como “de ou para a comunidade”, enquanto isme é um sufixo que indica a abstração em um estado, condição, ação ou doutrina.
Resumo da ópera bufa: o golpe saiu pela culatra.

Agora já sabemos quem foram os extremistas. De onde partiu a sinfonia do patriotismo lunático… desistiram da CPI os verdadeiros bandidos.