O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Dia a Dia

Sem dinheiro, venezuelanos andam por 5 dias para chegar a Boa Vista

23 de abril de 2018 Dia a Dia
Compartilhar
Venezuelanos continuam entrando no Brasil por Roraima fugindo do regime de Nicolás Maduro (Foto TV Brasil/Reprodução)
Venezuelanos fazem o percurso a pé para chegar ao Brasil (Foto TV Brasil/Reprodução)

Do Estadão Conteúdo

BOA VISTA – O salário de ajudante de cozinha que Cristóbal Guerra recebia no fim do mês mal dava para garantir dois dias de comida para ele e os quatro filhos. Castigado pela hiperinflação e pelos preços exorbitantes que assolam seu país, o venezuelano de 38 anos juntou o pouco dinheiro que tinha e comprou, na última semana, uma passagem de ônibus para Pacaraima, município de Roraima que faz fronteira com a Venezuela. Sua intenção era chegar à capital do Estado, Boa Vista, a 215 quilômetros da fronteira, onde acreditava que teria mais chances de conseguir um emprego.

Ao desembarcar no território brasileiro, depois de quase 24 horas de viagem, Guerra trocou os bolívares (moeda venezuelana) que ainda lhe restavam por reais para comprar o bilhete para Boa Vista. Descobriu que todo o patrimônio que tinha se transformara em R$ 24, insuficiente para pagar os R$ 30 da passagem.

Pegou, então, sua mala e decidiu fazer os 215 quilômetros a pé. “Não podia ficar parado esperando uma solução. Preciso logo de um emprego e a única saída era caminhar”, conta. A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo o encontrou quando já havia percorrido 60 quilômetros na BR-174, que liga as duas cidades brasileiras. Ele já estava na estrada há um dia e meio. “Com sorte, consigo chegar à Boa Vista com mais dois dias de caminhada”, diz.

Assim como Cristóbal, dezenas de venezuelanos faziam o percurso a pé na última quinta-feira, quando a reportagem esteve no local. Debaixo de uma temperatura de 34°C nos momentos mais quentes do dia, eles caminham somente com uma pequena mala ou mochila, sem comida na bagagem nem protetor solar na pele. Para agilizar o trajeto, alguns tentam uma carona, mas poucos eram atendidos. A viagem, que de carro leva três horas, costuma durar de quatro a cinco dias a pé.

No período da noite, os estrangeiros dormem em comunidades indígenas nas margens da estrada ou estendem um lençol no acostamento da rodovia. Em alguns trechos mais estreitos da BR-174, porém, nem acostamento existe e os imigrantes pernoitam no meio da mata.

Era em um desses cenários que o mecânico Francisco da Encarnación, de 31 anos, descansava com os dois irmãos, a mulher e a filha de 1 ano. Os cinco saíram da cidade de Barcelona, norte da Venezuela, para buscar uma chance de trabalho no Brasil mas, ao chegarem aqui, também não conseguiram arcar com os custos da passagem de Pacaraima a Boa Vista.

“Sabíamos que R$ 1 valia 34 mil bolívares, mas, quando chegamos na fronteira, estavam cobrando 70 mil bolívares por R$ 1, então ficamos com pouco dinheiro”, conta. Na mala, a família havia trazido 6 milhões de bolívares, o que, no câmbio de moedas, transformou-se em R$ 85. Após comprarem comida só restaram R$ 20 insuficientes para a passagem. “Esperamos conseguir pelo menos uma carona para minha mulher e minha filha. Não é fácil fazer esse trajeto, imagina com uma criança no colo”, diz ele.

Fluxo

A cada dia, mais venezuelanos entram no País por Pacaraima. Às 7 horas de todas as manhãs, o posto da Polícia Federal no município já acumula mais de cem pessoas na fila. Segundo agentes da PF, mais de 700 imigrantes estão cruzando a fronteira diariamente, a maioria com destino a Boa Vista. No domingo, 22, o Estado mostrou que a capital já reúne mais de 40 mil refugiados. Com os centros de acolhida superlotados, a maioria vive em praças públicas sem acesso a água nem banheiros.

A maioria dos venezuelanos que atravessa a fronteira, no entanto tem pouca ideia do caos que está na capital de Roraima. Para eles, que nos últimos meses viram parentes morrerem de fome, chegar a um país onde é possível comer já é uma grande vitória.

Notícias relacionadas

Tambaqui na lista de ameaçados de extinção gera alerta sobre estoques naturais na Amazônia

PL-AM nega suplência para ex-vice-governador Henrique Oliveira

Lula quer mostrar a Trump números de queda do desmatamento na Amazônia

Agência Nacional de Proteção de Dados investiga plataforma Discord

Homem é morto a tiros em comércio de Iranduba (AM)

Assuntos Amazonas, boa vista, BR-174, Venezuela, venezuelanos
Redação 23 de abril de 2018
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Jornalista e radialista, Henrique Oliveira construiu carreira política em Manaus desde os anos 2000 (Foto: Divulgação)
Política

PL-AM nega suplência para ex-vice-governador Henrique Oliveira

8 de agosto de 2026
Amazônia
Dia a Dia

Lula quer mostrar a Trump números de queda do desmatamento na Amazônia

8 de agosto de 2026
A vítima ainda tentou fugir, mas morreu no local (Foto: WhatsApp/reprodução)
Polícia

Homem é morto a tiros em comércio de Iranduba (AM)

8 de agosto de 2026
Dez da capital e da zona rural estarão abertas para receber visitantes (Foto: WhatsApp/divulgação)
Dia a Dia

Cemitérios de Manaus ficam abertos das 6h às 18h no Dia dos Pais

8 de agosto de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?