O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Dia a Dia

Saiba como o mercúrio, que polui terras yanomami, é usado no garimpo

2 de fevereiro de 2023 Dia a Dia
Compartilhar
Garimpo no Rio Mucajaí, Terra Indígena Yanomami: 53% das amostras de peixes coletadas mostraram contaminação por mercúrio (Foto: Divulgação/Bruno Kelly)
Garimpo no Rio Mucajaí, Terra Indígena Yanomami: 53% das amostras de peixes coletadas mostraram contaminação por mercúrio (Foto: Divulgação/Bruno Kelly)
Bruno Lucca, da Folhapress

SÃO PAULO – O mercúrio, metal extremamente tóxico, é uma fonte inesgotável de problemas para os seres vivos. Volátil, o elemento pode contaminar ecossistemas aquáticos e terrestres. Pesado, retirá-lo de qualquer local é tarefa árdua.

Presente no combalido território yanomami em razão do garimpo, que, além de propagar doenças, impossibilita o usufruto de solo e rios para agricultura e pesca por parte dos indígenas, o elemento se espalha pela corrente sanguínea dos seres humanos, causando falência de órgãos e complicações no sistema nervoso central.

Rogério Machado, professor de química e meio ambiente da Universidade Presbiteriana Mackenzie, diz que o elemento é muito pouco utilizado pelo mundo, a não ser para garimpo. “O mercúrio não é algo natural do Brasil, não há reservas naturais [solo vulcânico] por aqui, as maiores estão na Espanha, que nem explora o elemento. Então por que ele chega até aqui? Simplesmente pela sanha do ouro”.

O professor explica que o metal é importante para a caça a pepitas de ouro por ambos serem vizinhos na tabela periódica. A diferença é de um elétron – partícula presente na estrutura do átomo e que possui carga elétrica negativa. Com essa proximidade, a fusão entre ambos é facilitada.

A esta ligação, se dá o nome de amálgama, produto resistente à oxidação.

Essa reação não é exclusiva do contato do ouro com o mercúrio. Esse último forma a mesma substância com quase todos os demais metais, sendo exceções o ferro e a platina.

No garimpo, a reação que forma a amálgama se torna muito útil. Quando o mercúrio é jogado em uma rocha com pepitas, a transformação é imediata. O mercúrio, em temperatura ambiente é um líquido prateado, logo fica fosco, facilitando a busca por ouro.

Encontrados pedaços de rocha com pontos dourados, o garimpeiro os joga numa cumbuca de ferro e, com um maçarico, a esquenta para que o mercúrio seja evaporado e sobrem as pedras preciosas.

“O mercúrio não precisa de muito para evaporar, são pouco mais de 356°C. Quando evapora, é que o perigo surge. As gotículas caem nos rios e solo ao redor, condenando todos esses espaços”, afirma Machado.

Em seu estado metálico, o mercúrio não causa muitos problemas ao organismo humano, afirma o professor. A grande dificuldade está na ingestão de peixes e plantas contaminadas com a substância.

“Quando ele cai na água, se instala no solo e é absorvido por plantas. O que faz a planta com esse metal? Ela o transforma em um composto chamado metilmercúrio, extremamente tóxico para nós por se dar muito bem em nosso organismo. Então, os peixes comem as plantas e isso entra na cadeia alimentar”, diz o professor.

Conrado Borges, neurologista do Hospital Sírio-Libanês, diz haver dois tipos de intoxicação por mercúrio.

“O indivíduo que tem o contato direto com o agente, como o próprio garimpeiro, é acometido por uma intoxicação aguda ao inalar o vapor. Isso causa quadros de inflamação dos pulmões e inchaço, além de problemas no trato digestivo”, explica.

O segundo tipo, chamado de intoxicação crônica, é causado pela ingestão contínua de alimentos contaminados, como peixes e, com menor frequência, plantas. É dele que derivam complicações mais graves.

Através da corrente sanguínea, o mercúrio ataca os órgãos, principalmente os rins, que não consegue filtrá-lo em razão do peso. Em alguns casos, também há atrofia muscular. Depois, ele ataca o sistema nervoso central.

“Os diagnósticos iniciais vão de dor de cabeça leve à insônia. Depois, há coisas bem graves, como perda de memória, comprometimento cognitivo, ansiedade, irritabilidade, depressão e demência”, afirma Borges.

Ele afirma ser difícil tratar a intoxicação. A solução, ainda segundo Borges, seria acabar com a fonte de intoxicação, os peixes e as plantas contaminados, e torcer para que não haja sequelas.

Casos mais graves podem também ser tratados com quelante, substância que retira o mercúrio do corpo através da urina. “A verdade é que, de qualquer maneira, nunca há certeza de melhora. E aquelas pessoas ainda pode continuar a consumir a fonte do problema. O que elas vão comer no futuro?”, questiona o neurologista.

Thiago Mendes, biólogo especialista em comportamento animal – área que estuda a interação dos seres, incluindo os humanos, com outros organismos e o ambiente físico – diz que o sistema biológico da terra yanomami deve levar entre 20 e 30 anos para ser reequilibrado.

Notícias relacionadas

Advogada diz que pediu prisão do pai de aluno que esfaqueou professor

Transporte por ônibus em Manaus é dependente de verba pública

População do Brasil é de 214,2 milhões de habitantes, aumento de 0,37%

Operação Bomba Oculta fecha 10 mil postos de combustíveis em São Paulo

Motociclista morre ao bater em viatura que avançou sinal vermelho

Assuntos garimpo ilegal, mercúrio, yanomamis
Cleber Oliveira 2 de fevereiro de 2023
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Garimpeiros usam mercúrio no processo de lavra do ouro (Foto: MPF/Divulgação)
Dia a Dia

Justiça torna réus 70 investigados por contrabando de mercúrio na Amazônia

14 de agosto de 2026
Dia a Dia

MPF cobra R$ 1,5 bilhão de grupo por garimpo ilegal em Maués (AM)

30 de julho de 2026
Ministério da Saúde criou comitê que definirá ações para reduzir mortalidade materna indígena (Foto: Rovena Rosa/ABr)
Dia a Dia

Funai falha na identificação de ameaças às terras indígenas, diz TCU

30 de julho de 2026
Ouro apreendido em Roraima: carregamento milionário (Foto: Bruno Mancinelle / Casa de Governo)
Dia a Dia

Licença da ANM virou papel de fachada para ‘lavar’ ouro ilegal, diz procurador

20 de julho de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?