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Geral

Ruas do Nova Cidade começam a receber melhorias em infraestrutura

10 de julho de 2018 Geral
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Da Redação

MANAUS – Nesta terça-feira, 10, os serviços do Plano de Obras de Verão chegaram ao bairro Nova Cidade, na zona Norte. “Agora, as coisas estão mudando e já comemoro as melhorias. São muitas vias e muitas demandas, mas, aos poucos, nossa comunidade será restabelecida”, disse a moradora Vilma da Silva Souza.

Entre os trabalhos previstos pela Seminf (Secretaria Municipal de Infraestrutura) está a confecção de meios-fios, sarjetas, tampas de bueiros, tapa-buracos e recapeamentos em trechos mais danificados. Por ser um dos mais bairros mais populosos e extensos da capital, as ações de infraestrutura estão sendo realizadas gradativamente, até alcançar todas as ruas da comunidade.

Seguindo uma extensa agenda de visitas técnicas, determinas pelo prefeito Arthur Virgílio Neto, o vice-prefeito Marcos Rotta e o secretário da Seminf, Kelton Aguiar, vistoriaram a execução das obras no bairro. Nesta semana, os serviços se concentram na área conhecida como “Buracão”, onde 55 vias recebem melhorias. As ruas H, I, 312, Síria e Zâmbia já estão em fase de conclusão dos serviços.

“Estamos cumprindo as determinações do prefeito Arthur Neto e acompanhando de perto as ações do Plano de Verão, que está a todo vapor. Iniciamos os serviços em um dos bairros mais solicitados pela população. Estar na rua, dia a dia, ouvindo os moradores, é extremamente importante, pois eles apontam as principais necessidades do seu bairro e isso norteia a administração”, destacou Rotta.

Já o secretário Kelton Aguiar garantiu que, a cada semana, os servidores da Seminf avançam em novas frentes e levam satisfação para a população. “Iniciamos os serviços em mais um bairro que necessita de melhorias e só sairemos da comunidade após atendermos todas as ruas. Paralelo a isso, estamos com frentes nos bairros Monte Pascoal, Cidade Nova, Cachoeirinha, Petrópolis, Grande Vitória, entre outros”, concluiu.

A visita técnica na zona Norte seguiu para o bairro Monte Pascoal, onde o secretário Kelton Aguiar acompanhou o avanço dos trabalhos nas mais de 25 vias, que recebem serviços básicos e estão em fase de conclusão, além das obras de tapa-buracos no bairro Cidade Nova.

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Assuntos Plano de Obras de Verão, Seminf-AM
Redação 10 de julho de 2018
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FÁBIO PUPO BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O governo prepara uma MP (Medida Provisória) voltada à desoneração da cadeia de semicondutores. O objetivo é estimular a oferta brasileira dos componentes, que passam por um problema global de fornecimento principalmente desde a pandemia e que são cruciais para o funcionamento de uma série de produtos -de brinquedos e celulares a aviões e sistemas de defesa. A MP faz parte de um conjunto mais amplo de iniciativas sendo estudadas pelo governo para fomentar a produção de semicondutores e diminuir a dependência externa no longo prazo. O governo estima que cinco empresas detenham atualmente mais de 90% da produção global dos componentes. Com o conjunto de ações, o governo prevê ser possível aumentar de US$ 1 bilhão para US$ 5 bilhões o faturamento do mercado interno do setor até 2026, podendo chegar a US$ 12 bilhões em 2031 e a US$ 24 bilhões em 2036 -o que corresponderia a 4% do faturamento global. A MP seria apenas o primeiro passo do plano. Serão alteradas a Lei de Informática e o Padis (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores). Daniella Marques, secretária especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, afirmou que a MP vai incluir novos itens na lista de desoneração existente hoje na legislação. "O objetivo é desonerar a cadeia através de um sistema simplificado de entrada e saída no país de materiais e componentes", disse. Segundo ela, ainda não há uma estimativa de impacto fiscal a ser gerado, pois o governo ainda estuda a medida e seus efeitos. Em outra frente, o governo estuda usar recursos públicos para bancar parte dos riscos dos fabricantes na hora de investir -por meio de fundos existentes, da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos, empresa pública voltada ao fomento da ciência) ou de programas orçamentários dos ministérios (como o da Ciência e Tecnologia). No conjunto estudado para os semicondutores, o governo planeja ainda desoneração ao longo da cadeia com pagamento de tributo apenas na comercialização do produto acabado, programas de capacitação de mão de obra, sistema simplificado e expresso de entrada e saída de materiais, além do desenvolvimento de uma nova plataforma de exportação. Conforme mostrou a Folha em março, o ministro Paulo Guedes (Economia) concordou após reuniões com empresas ligadas ao setor com a importância de o país ter uma indústria voltada aos semicondutores e com medidas voltadas à desoneração. Guedes, no entanto, costuma criticar subsídios tributários setoriais. Para ele, em grande parte eles resultam do poder de lobby de certas indústrias em Brasília enquanto outras, sem poder de articulação, precisam arcar com a carga tributária existente. Após ser perguntada sobre como o plano setorial se encaixa na visão de Guedes, a secretária afirmou que os semicondutores são estratégicos e que a intenção é modernizar uma lei já existente. "Semicondutores hoje é um assunto estratégico que estamos trazendo como prioritário e de política de Estado, pelos gargalos óbvios existentes no mundo. A gente não está falando de criar benefícios localizados novos", afirmou. "Estamos falando da modernização do Padis e da Lei de informática atual, e não da criação de um programa novo de desoneração", afirmou. Ela buscou reforçar, no entanto, que a prioridade do Ministério da Economia é conceder reduções amplas de impostos. "Como é sabido, a gente tem priorizado reduções horizontais de impostos, então a gente vem em uma agenda constante de, preservada a meta fiscal, transformar o excesso de arrecadação em redução de impostos para empresas e para a população", afirmou. 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Com a Covid-19, o trabalho remoto elevou a demanda por eletrônicos enquanto as montadoras desaceleraram suas encomendas diante das incertezas –desorganizando a cadeia. Rogério Nunes, presidente da Abisemi (Associação Brasileira da Indústria de Semicondutores), disse à Folha no mês passado que o desenvolvimento da produção nacional pode não ter resultados em menos de 10 ou 15 anos. Mesmo assim, ele defende políticas governamentais ao setor. "É uma questão de domínio da tecnologia. A indústria de semicondutores é base para os outros produtos e, por isso, vai aumentar nossos níveis de desenvolvimento social e econômico. É absolutamente estratégico", afirma. Segundo ele, menos de 20 empresas atuam no ramo dos semicondutores no Brasil -mas as empresas não participam da cadeia completa e cerca de 70% dos insumos são importados.
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