
Por Marcelo Moreira, do ATUAL
MANAUS – O Sindicato dos Rodoviários informou que vai aguardar até quinta-feira (11) por um acordo com as empresas de transporte de passageiros de Manaus. Os rodoviários reivindicam 12% de aumento salarial e ainda não houve consenso com os empresários. Após a quinta, caso não haja acerto, a categoria decidirá se paralisa os ônibus na capital.
O reajuste é referente ao dissidio, que é a correção salarial baseada na inflação e que é direito dos assalariados de carteira assinada.
“Nós estamos tentando. Nós estamos abertos a acordos. Já foram cinco rodadas de negociações que não fluem”, disse o presidente do sindicato dos rodoviários, Givancir de Oliveira Silva.
“O sindicato já notificou por várias vezes a prefeitura e o Sinetram, mas as negociações não estão fluindo. Nós pedimos mais 30 dias para negociar e, infelizmente, o nosso prazo está acabando. A categoria não irá deixar de lutar”, completou.
Givancir disse que a correção salarial não ocorreu nos anos de 2020 e 2021. Em 2022, o reajuste, também de 12%, foi parcelado em duas vezes. Este ano, segundo o sindicalista, a classe começou a reivindicar o aumento em março e até o fim de abril não houve acordo. A cobrança foi apresentada também ao IMMU (Instituto Municipal de Mobilidade Urbana).
Tarifa e salários
Em nota, o Sinetram afirmou, nesta terça-feira (9), que busca uma solução sobre o reajuste do salário dos trabalhadores, mas defende o aumento no preço da passagem de ônibus.
Os empresários alegam que desde 2017 não há reajuste no valor da tarifa, de R$ 3,80. O Sinetram informa que nos últimos houve aumento de 44% no salário do motorista e alta de quase 92% no preço de combustíveis. Também cita investimentos em tecnologias para bilhetagem, que aumentaram as despesas em 79%.
“O sindicato entende que o acréscimo de novos custos ao valor dos serviços prestados tem que ser dividido também com os usuários que utilizam o serviço cotidianamente. Por isso, entende o Sinetram, que um reajuste da tarifa para ajudar a bancar o custo dos serviços prestados, é imprescindível neste momento”, disse o órgão.
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“O equilíbrio econômico e financeiro dos contratos é direito fundamental e necessário para que o sistema continue funcionando de forma plena, adequada e de boa qualidade à população e assim, também garanta os investimentos previstos e necessários para a melhoria contínua desse importante serviço à sociedade”, completou.
O Sinetram informou ainda que espera que o IMMU realize estudos e levantamentos técnicos e que leve os resultados obtidos e o pedido da entidade ao prefeito David Almeida para que haja uma solução.
Em nota, o IMMU informou que aguarda definição da reunião entre o sindicato dos rodoviários e o sindicato das empresas de transportes de passageiros. “A Prefeitura reforça que está trabalhando para sanar qualquer situação controversa e que os usuários jamais sejam prejudicados”, diz, na nota.
