O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Augusto Barreto Rocha

Quem dera fosse assim tão fácil

17 de agosto de 2020 Augusto Barreto Rocha
Compartilhar


A velocidade da internet criou um hábito de imediatismo e facilidade. Temos uma dúvida, colocamos a pergunta para um buscador e vem a resposta. Em grupos de WhatsApp, compartilhar mensagens falsas e verdadeiras de soluções para os mais diversos problemas as vezes dão a impressão da verdade para os leitores pouco atentos. São textos breves que agem da mesma forma dos unguentos do camelô desonesto: passou o unguento, resolvido está – certamente pelo efeito do placebo e não pela química.

Estamos em uma fase onde há unguento para a gestão pública, privada e para toda o tipo de problemas. São placebos diversos, que servirão para a Covid-19 em diante, para a falta de recursos públicos, para a falta de competência, para a inflação ou qualquer outro tema. Colocou o unguento fulano, está resolvido. Se fizer tal qual aquela solução fácil e rápida, pronto – tudo resolvido. Entretanto, quando passa algum tempo, as evidências demonstram que não funcionam, mas grande parte das pessoas seguem a acreditar no unguento, no camelô ou no super-herói que apresentar o mais novo produto que cure todos os males, como se ele existisse.

Quem dera o mundo fosse assim tão simples e os problemas fossem fáceis de resolver: não teríamos doenças, pobrezas ou infelicidade. A realidade do que ignoramos é muito mais complexa e nada no mundo é simples. Por trás dos buscadores de internet há matemática, álgebra, eletrônica, eletricidade, telecomunicações, softwares, computadores e uma enormidade de elementos extremamente complexos que levam a esta facilidade. Normalmente por trás de qualquer facilidade há uma enorme complexidade. Tentar não enfrentar a complexidade é típico de quem despreza o outro e os conhecimentos de outros campos científicos diferentes do seu. Como se apenas o seu mundo fosse complexo e todo o resto fosse simples.

Fazer bolo é difícil, mas vender carros é fácil. Vender geladeira é difícil e trabalhar na bolsa de valores é fácil. Sempre o trabalho ou o conhecimento do outro é fácil, mas o nosso é difícil. Esta característica da falta de respeito com o outro e o conhecimento do outro é um mal que precisa ser combatido, sob a pena de sofrermos pelos problemas mais básicos como a água potável. Enfrentar o problema do saneamento, do lixo, do trânsito, da saúde, da segurança, da educação são questões de complexidade enorme. Não admitir isso é um equívoco. Os modelos de tributo, de educação, de saúde levaram séculos para serem construídos e podem levar segundos para serem destruídos. A construção coletiva é difícil. A destruição coletiva é fácil. É um desafio perceber quando você está sendo enrolado em uma destruição que não interessa.

Estamos no meio de um enfrentamento de uma reforma tributária que tem a capacidade de destruir a Zona Franca de Manaus. Não poderemos tratar isso como um problema trivial. Estamos no meio de uma onda de ações que podem destruir a floresta Amazônica: a nossa casa. Não poderemos tratar isso como um problema inexistente, fácil ou de solução rápida. Precisaremos fazer uma construção coletiva, sem renunciar aos conhecimentos passados, pois, mesmo com todo o conhecimento e os métodos científicos, são problemas de difícil solução. Se fosse fácil, já teriam sido resolvidos. Se erradicar a fome fosse fácil, isso já teria sido feito no mundo como um todo e assim por diante com os demais problemas das sociedades.

Uma coisa me é clara: toda vez que atacamos as pessoas e não as propostas ou propomos soluções simples para problemas complexos, nos afastando do núcleo do debate, do problema real e do diagnóstico das causas e uma proposta de solução, com método claro, experimentado ou experimentável, normalmente há interesses não confessáveis movendo aquela postagem do WhatsApp. Quem dera o mundo fosse tão simples como tentam nos induzir os breves posts das máquinas de gerar discórdias, ao invés de buscar convergências e evoluções passo a passo, sem renegar os aprendizados, com os acertos e os erros do passado. Precisamos fugir desta armadilha de soluções fáceis para problemas complexos, de unguentos ou super-heróis. Quem não sabe por qual razão pode simplesmente ignorar. Se quiser entender minimamente a razão disso, convém ler a história de qualquer era e local, desde que envolva a ascensão e a queda de uma sociedade.


Augusto César Barreto Rocha é doutor em Engenharia de Transportes (COPPE/UFRJ), professor da UFAM (Universidade Federal do Amazonas), diretor adjunto da FIEAM, onde é responsável pelas Coordenadorias de Infraestrutura, Transporte e Logística.

Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

Notícias relacionadas

Biotecnologia na Amazônia: sem articulação, o potencial não vira poder

Amazônia em pauta: o medo do desenvolvimento

Sem soberania econômica, a Amazônia continuará sendo explorada

A ação da Fiesp e o desafio de uma política industrial menos concentrada

Pandemia reduziu expectativa de vida no AM em 5,8 anos, aponta estudo

Assuntos Covid-19, fake News
Cleber Oliveira 17 de agosto de 2020
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

entrerros covid-19
Dia a Dia

Pandemia reduziu expectativa de vida no AM em 5,8 anos, aponta estudo

16 de maio de 2026
Urna eletrônica
Política

Ataque à urna eletrônica domina desinformação sobre as eleições

14 de maio de 2026
Política

‘Temos que fazer com que saibam quem foram os responsáveis’, diz Lula sobre mortes por Covid

11 de maio de 2026
Hospital 28 de Agosto e Instituto Dona Lindu integram Complexo Zona Sul (Foto: Secom/Divulgação)
Dia a Dia

Juiz manda remover conteúdo falso em redes sociais sobre hospitais públicos do Amazonas

2 de maio de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?