
Do ATUAL
MANAUS – Dois homens, um de 32 e outro de 41 anos, e duas mulheres com idades de 28 e 29 anos, foram presos nesta quarta-feira (14) em Manaus suspeitos de golpe do falso cadastro de estudante para a venda ilegal da meia-passagem de ônibus. Os nomes não foram divulgados. O prejuízo é de R$ 3 milhões.
O delegado Charles Araújo, que coordena a investigação, disse que o grupo utilizava plataformas digitais como marketplace e Instagram para oferecer o benefício a pessoas que não tinham direito ao desconto exclusivo para estudantes no transporte público.
“Como se trata de um serviço subsidiado – parte pago pela prefeitura e parte pelo estado –, todos nós arcamos com essa conta. O Sinetram (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas) nos procurou no início de dezembro sobre a possível fraude, quando perceberam um volume muito grande de inscrições em escolas, algumas delas fictícias”, explicou.
Segundo o delegado, foram cumpridos nove mandados judiciais, sendo quatro de prisão temporária e cinco de busca e apreensão. “É um caso que chamou muita atenção porque representa um grupo criminoso que foi desarticulado e que causou um prejuízo de aproximadamente R$ 3 milhões por ano, tudo relacionado à meia-passagem em Manaus”, enfatizou Araújo.
O gerente do Sinetram, Tarcio Marques, informou que a fraude foi identificada após um aumento expressivo no número de estudantes matriculados em cursos livres.
“Começamos a investigar internamente os cursos livres, principalmente nos pontos onde ocorriam as fraudes, e levantamos a hipótese de que algumas escolas, na verdade, não existiam. Havia cursos de almoxarifado de seis meses a um ano com alto índice de inscrições que resultavam na emissão da carteirinha de meia-passagem. Reunimos todas essas informações e repassamos ao delegado, que deu sequência à investigação”, disse Marques.
Outros dois suspeitos, identificados como Wallace Avelar Rodrigues e Rosane Negreiros Garcia, estão foragidos. A Polícia Civil solicita que qualquer informação sobre o paradeiro dos suspeitos seja repassada por meio dos canais oficiais da polícia e da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas.
