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Política

PT, PCdoB e PV pedem acesso a investigação contra ACM Neto no caso Master

17 de setembro de 2026 Política
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ACM Neto tenta conter danos no DEM (Foto: Ângelo Pontes/PMS/Agecom)
Partidos querem acesso à investigação contra ACM Neto no STF (Foto: Ângelo Pontes/PMS/Agecom)
Por Rayllanna Cardoso, do Estadão Conteúdo

SÃO PAULO – A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, pediu ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, acesso aos autos das investigações que envolvem o candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura irregularidades relacionadas ao Banco Master.

Na petição, à qual o Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) teve acesso, a federação solicita o levantamento do sigilo dos inquéritos 5.050 e 5.070 e de petições correlatas. O documento também pede que o Ministério Público Federal seja intimado a se manifestar no prazo de 24 horas.

O requerimento é apresentado pela federação, por meio de seu representante legal, Tássio de Santos Brito, e pelo deputado federal Jorge Solla (PT-BA), candidato à reeleição.

Os partidos alegam que Fachin determinou a publicidade integral dos procedimentos da Compliance Zero, mas que o relator da operação, ministro André Mendonça, manteve sob sigilo os autos relacionados a ACM Neto e ao presidente do União Brasil, Antonio Rueda.

“Manter a restrição de publicidade viola a transparência … e seguirá comprometendo a normalidade e a legitimidade da eleição”, afirma a petição.

O documento sustenta que o próprio Mendonça reconheceu a existência de investigações envolvendo Neto e Rueda ao afirmar que a divulgação de um relatório de inteligência da Polícia Federal pelo ministro Alexandre de Moraes teria frustrado possíveis diligências. Para os partidos, esse argumento afastaria a justificativa de preservação do sigilo para proteger medidas investigativas.

A federação também aponta “tratamento desigual” entre as apurações relacionadas a ACM Neto e as que envolvem o senador Jaques Wagner (PT-BA), candidato à reeleição. Segundo o documento, decisões, buscas, bloqueios patrimoniais e outros elementos da investigação sobre Wagner foram tornados públicos, enquanto os procedimentos relacionados ao candidato do União Brasil continuaram sob sigilo.

“O que se observa no caso em exame é a aplicação seletiva e discriminatória do sigilo”, dizem os autores. Eles argumentam que a diferença de tratamento pode interferir na disputa eleitoral baiana ao expor integrantes de um grupo político enquanto preserva informações relacionadas a adversários.

A petição menciona relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) segundo o qual uma empresa vinculada a ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da Reag por meio de 52 transferências realizadas entre junho de 2023 e maio de 2024.

O requerimento também cita a proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, posteriormente rejeitada pela PF e pela PGR, na qual ele atribuiu a Neto e Rueda o recebimento de comissões de 10% sobre aportes de fundos de previdência no Banco Master. Segundo o relato de Vorcaro, os valores poderiam chegar a R$ 200 milhões.

ACM Neto já negou irregularidades relacionadas ao Banco Master e classificou as acusações de Vorcaro como “fantasiosas e mentirosas”, informando ainda que se colocou formalmente à disposição do STF para eventuais esclarecimentos.

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Assuntos ACM Neto, André Mendonça, Bahia, Banco Master, Operação Compliance Zero
Cleber Oliveira 17 de setembro de 2026
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