PSC no Amazonas está entre nanicos que vão governar Estados a partir de 2019

(Fotos: ATUAL, Tânia Rêgo/ABr e Luís Ivo/Divulgação)

Wilson Lima e Wilson Witzel, eleitos governadores pelo PSC, e Romeu Zema, do Novo, eleito em Minas gerais (Fotos: ATUAL, Tânia Rêgo/ABr e Luís Ivo/Divulgação)

Da Redação/Com UOL e Folhapress

MANAUS – Com a eleição de Wilson Lima para governador do Amazonas, o PSC passa, junto com o Novo, PHS e PCdoB, a governar Estados na condição de partidos nanicos. O PSC e o Novo elegeram pela primeira vez representantes para o Executivo. Os nanicos são classificados pela representatividade na Câmara dos Deputados e estão abaixo da cláusula de barreira, que estabelece o número de nove deputados federais.

O PCdoB é exceção. terá nove representantes em 2019, mas o Novo e o PSC terão oito. O PHS elegeu seis deputados.

O PSC, coincidentemente, elegeu dois Wilson: Lima, no Amazonas, e Witzel, no Rio de Janeiro. Ambos são estreantes na política e disputaram o primeiro mandato. Wilson Lima desbancou dois governadores anteriores  (Omar Aziz, hoje senador, e David Almeida que foi interior de maio a setembro do ano passado) e o atual Amazonino Mendes, derrotado no segundo turno.

No Rio, Wilson Witzel, ao contrário de Lima que era apresentador de TV, era um total desconhecido dos cariocas e desbancou o ex-prefeito Eduardo Paes.

Em Tocantins, os eleitores reelegeram Mauro Carlesse (PHS). Outro que foi reeleito é Flávio Dino (PCdoB) no Maranhão.

Além de Wilson Lima, outro desempenho surpreendente foi de Romeu Zema que se elegeu governador de Minas Gerais pelo partido Novo. Ele governará o segundo maior colégio eleitoral do País.

Foram raras as vezes em que nanicos chegaram a governar Estados desde 1990. Para além de Flávio Dino, houve um caso em 2010, quando o então recém-criado Pros assumiu o Ceará. Isso aconteceu porque Cid Gomes, na época governador do Estado e filiado ao PSB, trocou de partido antes de se lançar à reeleição. Hoje, Cid Gomes, que já passou por seis partidos, é filiado ao PDT.

No Amazonas, o Pros elegeu José Melo em 2014. Ele teve o mandato cassado em 2017 por compra de votos e o Estado foi comandado interinamente pelo deputado estadual David Almeida, presidente da Assembleia Legislativa, que concorreu este ano e foi derrotado.

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