O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Dia a Dia

Projeto oferece bolsa para mães cientistas não deixarem os estudos

18 de fevereiro de 2021 Dia a Dia
Compartilhar
corte na educação
Projeto oferece bolsa para mães cientistas (Foto: Rovena Rosa/ Agência Brasil)
Por Angela Boldrini, da Folhapress

BRASÍLIA – A professora Laiza Janegitz passa os dias tentando girar todos os pratos: o trabalho em uma escola particular do interior de São Paulo, a maternidade solo do filho Francisco, 4, as aulas particulares para fechar as contas da casa onde mora com o pai, que perdeu sua fonte de renda durante a pandemia, e o doutorado em educação, que precisa concluir até o final do ano.

“É muito cansativo, muito estressante. Você está sempre culpada. Se se dedica à pesquisa, fica culpada por causa do trabalho. Se trabalho muito, penso que não estou fazendo a pesquisa. E ainda me sinto culpada em relação ao meu filho, como se estivesse terceirizando minha maternidade”, desabafa ela.

Em busca de um respiro, Laiza é uma das 567 mães pesquisadoras que se inscreveram até esta sexta-feira, 12, no programa Amanhã, desenvolvido pelo movimento Parent in Science. O projeto pretende dar uma bolsa mensal para incentivar pós-graduandas com filhos a não deixarem os estudos e as inscrições ficam abertas até o dia 19 de fevereiro.

A ideia de criar um programa de bolsas veio após o resultado de uma pesquisa conduzida em maio de 2020 pelo movimento, que é um coletivo de mães e pais pesquisadores fundado em 2016 pela professora da UFRGS Fernanda Staniscuaski, mostrar que a produção científica de mulheres com filhos menores de 12 anos foi a mais afetada pela pandemia do coronavírus.

“Nós fizemos a pesquisa com 10 mil alunos e ficou claro o quanto as mães estavam com dificuldade”, afirma Fernanda.

De acordo com os dados, só 34% das mulheres pós-doutorandas com filhos conseguiram submeter artigos científicos como o planejado. Para as sem filhos esse percentual ficou em 49%, menor do que o número de pais que dizem ter conseguido manter a produtividade, 58% dos entrevistados. Já os homens sem filhos foram os menos impactados: 67% deles disseram ter mantido a entrega de artigos conforme o planejado.

O estudo mostrou ainda que o grupo mais afetado são as mulheres negras com filhos pequenos.

Para ser elegível, a mãe precisa estar na fase final do curso, com previsão de término até o final de 2021. Também precisará comprovar necessidade financeira. O valor da bolsa ainda não está definido, diz Fernanda, porque dependerá do número de inscritas e da quantidade de dinheiro arrecadado pelo grupo.

Até o momento, a vaquinha virtual e as doações feitas por Pix somam R$ 62 mil. “Nós tentamos parcerias com marcas, com empresas, mas até agora não conseguimos”, diz a pesquisadora. “A ideia era dar uma bolsa de cerca de R$ 800 entre três e nove meses, que é o tempo máximo para a conclusão que estabelecemos, mas talvez a gente tenha que diminuir esse valor para dar conta de toda a demanda.”

Além do critério de renda (entre as inscritas, 55% afirmam ter renda familiar de até dois salários mínimos), também serão feitos outros recortes. “Vamos dar prioridade para mães negras e indígenas, mães solo e mães de crianças com deficiência”, afirma Fernanda.

Para Laiza, a bolsa significaria diminuir as aulas particulares de matemática que dá para vestibulandos. “Para conseguir focar mais na pesquisa”, diz.

O relato é semelhante ao de Angela Teixeira, mestranda em educação na UFVJM (Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri) e moradora de uma comunidade rural em Minas Gerais. Mãe de quatro meninas e professora, ela espera conseguir diminuir o número de aulas para terminar de escrever sua dissertação.

“Eu nunca tinha ouvido falar desse tipo de suporte, ser mãe na universidade é muito difícil”, conta ela.A filha mais velha de Angela tem 15 anos, e a mais nova, 6.

A pandemia trouxe desafios extras para as mães pesquisadoras, muitas das quais são também docentes, como a necessidade de aprender a ministrar aulas virtuais e ao mesmo tempo ajudar os próprios filhos com a escola online, perda de fontes de renda e de rede de apoio.

“Quando minha filha tinha nove meses, a gente conseguiu alguém para cuidar dela, eu deixava ela lá e buscava depois da aula, mas aí veio a pandemia”, diz Geraldine Fadairo, mãe de Esmeralda, 2, e mestranda em antropologia do Museu Paraense Emilio Goeldi, em Belém (PA). “Além disso, tudo encareceu e não temos mais a fonte de renda que usávamos para pagar por esse cuidado.”

Nascida no Benin, país do oeste da África, ela se mudou para o Brasil durante a graduação em administração. Acabou ficando e decidiu prestar o mestrado quando sua filha tinha apenas três meses.

A vida das mães estudantes já não era fácil antes da pandemia. Geraldine conta que chegou a levar a filha para a aula por não ter com quem deixá-la, mas não teve boas experiências com professores.

“Ser mãe não é valorizado, como se educar um filho não contasse para nada”, diz Laiza. “Você vai prestar um concurso e acaba não atingindo a pontuação necessária porque não produziu durante a licença-maternidade. Isso conta negativamente na hora de conseguir bolsas também. Quem produz mais tem mais acesso, mais oportunidade.”

Ela advoga a inserção da licença-maternidade no currículo Lattes, plataforma oficial do CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), para mostrar que a “queda de produtividade” não é uma questão de descaso com a pesquisa. De acordo coma a pesquisa do movimento, apenas 32% das professoras universitárias com filhos menores de um ano conseguiram submeter artigos para publicação durante os primeiros meses da pandemia.

A própria criação do Parent In Science se deu a partir da experiência de Fernanda com a maternidade. A pesquisadora já tinha um pós-doutorado e mesmo assim pensou em desistir da área acadêmica. “As coisas começaram a degringolar em 2014, e achei que aquilo não era pra mim”, diz. “Não via ninguém falando sobre isso.”

Com um Lattes de fazer inveja, a pesquisadora gaúcha lista suas qualificações técnicas, como o conhecimento em biologia molecular e o pós-doutorado em biofísica e conclui o currículo assim: “Mãe de três filhos, esteve de licença-maternidade em 2013, 2015 e 2018”.

Hoje, o núcleo duro do movimento é formado por 15 mães e um pai. Além deles, o grupo conta com 91 “embaixadores” em 53 universidades espalhadas pelo Brasil. A ideia é criar marcos que facilitem a permanência de pessoas com filhos nas carreiras de pesquisa. “Nós queremos ser um grupo propositivo, não apenas discutir mas também levar mudanças para essas universidades.”

Notícias relacionadas

Apenas 32% dos brasileiros se setem seguros na cidade onde vivem

Brasil registra média de 64 meninas vítimas de violência sexual por dia

Incêndio em caminhão-tanque causa interdição da BR-174 por 4 horas

Entra em vigor plano de combate ao abuso de crianças e adolescentes

Motociclista morre ao ser atingido por micro-ônibus em Manaus

Assuntos bolsa, estudos, mães cientistas, Projeto
Redação 18 de fevereiro de 2021
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Presos trabalhando (Foto: Divulgação/Seap)
Política

Vereador propõe uso de presos em serviços públicos da Prefeitura de Manaus

7 de abril de 2026
Caso seja comprovado baixa renda, o acusado ou condenado recebrá isenção dos custos (Foto: Secretaria de Justiça do Paraná/Divulgação)
Política

Câmara aprova projeto sobre uso obrigatório de tornozeleira por agressor de mulher

11 de março de 2026
Serviços

Seduc divulga resultado final do Bolsa Mais Professores no Amazonas; confira

10 de março de 2026
Dia a Dia

Seduc divulga resultado preliminar do Bolsa Mais Professores

6 de março de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?