O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Dia a Dia

Projeto no Pará incentiva leitura entre jovens ribeirinhos

17 de setembro de 2022 Dia a Dia
Compartilhar
As ações do projeto são feitas por chamada mediação de leitura, com voluntários indo a escolas e casas para lerem livros (Foto: Reprodução/Youtube)
As ações do projeto são feitas por chamada de voluntários para ir a escolas e casas fazer leitura (Foto: Reprodução/Youtube)
Por Eduardo Laviano, da Folhapress

CASTANHAL (PA) – Quem quiser ter um encontro com William Faulkner, Emicida, Carolina Maria de Jesus e Itamar Vieira Júnior em um mesmo lugar pode pegar a rodovia BR-316 rumo ao município de Castanhal, no Pará, e dobrar no ramal Boa Vista.

A estrada de terra, entre subidas e descidas, levará a comunidade rural homônima, onde os autores se encontram na biblioteca comunitária Carlos Alberto Xavier de Moraes.

O nome homenageia o filho de agricultores que, em 1978, fundou uma escola para 43 alunos na casa de família onde ele trabalhou.

Hoje, aos 66 anos e já aposentado, Carlos continua lendo para as crianças da comunidade. E isso inclui as histórias que ele mesmo escreve.

O fato do mercado editorial não conhecer a comunidade não é um problema: ele mesmo edita, publica e distribui os próprios livros, em cadernos escolares com contos escritos a mão.

Carlos também desenha a capa e as ilustrações. Durante a conversa com a reportagem, uma criança deixou uma das obras cair no rio. “É só a xerox”, diz o voluntário, que faz cópias das publicações para outras bibliotecas e casas distantes.

Os livros abordam desde monstros de água doce até visagens da floresta. Mas ele refuta a palavra a lenda. “É lenda para quem é da cidade. Aqui, é tudo real. Conto histórias que aconteceram. Algumas eu vi. Outras, ouvi da minha vó”, diz.

Criada em 2011, a biblioteca é fruto do trabalho da Vagalume, uma organização não-governamental que mantém 86 unidades em 22 municípios da Amazônia Legal com o objetivo de incentivar a leitura e a alfabetização entre as crianças da região.

Na Amazônia Legal, 31,2% dos matriculados no ensino médio têm idade acima da esperada para o ano que estão cursando. A taxa é de 28,1% no resto do país, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Para a voluntária Lucilene Pantoja, também professora aposentada, o projeto une a comunidade, que trabalha em conjunto e se engaja nas leituras. “A gente vai pegando gosto e vendo a importância que isso tem. O essencial não é dinheiro, e sim ver cada criança sorrindo”, afirma.

Boa parte das ações da Vagalume são feitas por meio da chamada mediação de leitura, com voluntários indo a escolas e até mesmo na casa de alunos para lerem livros. As leituras acabam virando programação da família toda e impactam até idosos não alfabetizados.

Lucilene lamenta a falta de apoio do poder público, segundo ela, por conta da comunidade ser pequena, com apenas 25 casas. Ela mora a oito quilômetros da biblioteca e conta que o transporte é uma dificuldade gigante.

“Falta escola digna, posto de saúde digno, transporte. Não temos serviços públicos. O professor tem que ser estrategista para conseguir se locomover, almoçar, dar aula”, conta.

A biblioteca funciona em uma escola municipal que atende 30 crianças e, para Lucilene, ler histórias para elas fortalece os aprendizados adquiridos em sala de aula.

São mais de 1.000 livros doados nas prateleiras, que também guardam trabalhos artesanais com palha e cipó, criados nas oficinas também promovidas por Carlos e Lucilene. O sonho agora é criar uma biblioteca flutuante, em um barco que possa chegar a todos os ribeirinhos da região.

“Que bom que as pessoas sonham. Olha o tanto de livro. Lembro-me de um ano que eu tinha três livros para trabalhar com 15 alunos. Mas nas escolas urbanas tinha livros para todo mundo. Para a escola rural, diziam que não tinha sobrado livro. Apesar das dificuldades, essa biblioteca foi um presente de Deus. Os livros são ouro para a comunidade”, diz ela.

A biblioteca também foi a salvação da comunidade durante a pandemia, segundo Lucilene. Os livros ajudaram a agrovila a superar os momentos difíceis do isolamento.

“Teve gente com ansiedade, depressão. A gente nem imagina, mas essa motivação e união pela leitura faz é bem para a saúde”, afirma.

Adrian Oliveira, 17, e Nayla Monteiro, 23, foram beneficiados pelo projeto quando ainda eram crianças. Hoje, ambos são voluntários e comandam um clube de leitura juvenil. Eles começaram lendo gibis e hoje se aventuram em romances, biografias e autores amazônicos.

“A gente sempre dizia que queria ser voluntário. Quando eu entrei no projeto não sabia ler bem. Hoje em dia minha leitura é maravilhosa, aprendi palavras que eu jamais conheceria. Nosso argumento melhora. Às vezes vem um momento de tristeza e você pega um livro e ele te traz felicidade”, diz Adrian.

Já Nayla acredita que a leitura traz uma alternativa ao mundo virtual, tão presente na vida das crianças e jovens hoje.

“Ajuda a mostrar que tem vida além do celular, além da tecnologia. As telas fazem a gente esquecer dos livros, mas estamos resistindo a isso”, diz.

Lia Jamra Tsukumo é a diretora executiva da organização e afirma que a leitura também desenvolve as competências socioemocionais dos jovens amazônidas que possuem menos acesso a livros do que em outros pontos do país.

“No contexto amazônico, a leitura de qualidade se insere como um fator determinante na formação de cidadãos globais”, diz.

Notícias relacionadas

Lei cria premiação em dinheiro para servidores da saúde em Manaus

Justiça reduz pena de prisão de homem que ateou fogo na esposa

‘Fogo cruzado’: professor tem que ensinar e também identificar ameaça

Escola deve ser suporte para identificar violência contra crianças e adolescentes

Prefeito usa farda de gari para entregar caminhões de coleta de lixo

Assuntos biblioteca comunitaria, Castanhal, projeto vagalume, ribeirinhos
Redação 17 de setembro de 2022
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Dia a Dia

Energia na Amazônia deve garantir renda e fixação territorial e não só acender lâmpada

14 de fevereiro de 2026
Em todo o Brasil 10.570 pescadores profissionais tiveram a licença cancelada (Foto: Divulgação/Sepror)
Dia a Dia

Pescadores no Amazonas resistem ao PIX e preferem ‘dinheiro vivo’

8 de janeiro de 2026
Dia a Dia

Lei institui o Dia Nacional do Ribeirinho no calendário oficial

20 de dezembro de 2025
A tecnologia é adaptada aos rios amazônicos (Foto: Thiago Gonçalves)
Tecnologia

Motor de popa elétrico criado por chineses será produzido em Manaus

14 de novembro de 2025

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?