
Por Murilo Rodrigues, do ATUAL
MANAUS – Professores e pais de alunos da Escola Estadual Getúlio Vargas, no bairro Cachoeirinha, zona sul de Manaus, cobram a construção de uma cobertura no acesso entre o primeiro e o segundo pavilhão da unidade, conhecido como ginásio. Segundo eles, em dias de chuva o trajeto fica escorregadio e de difícil circulação.
A escola de ensino fundamental tem 37 professores e 841 alunos matriculados, conforme o portal QEdu. Pais de alunos recorreram a deputados para intercederem por solução para o problema. Há um ano, o deputado Alcimar Maciel Pereira enviou à Seduc (Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar) o Requerimento nº 447/2025 em que solicita a obra. No documento, a justificativa é que alunos e servidores ficam expostos à chuva ao transitar entre os prédios.
“A escola enfrenta dificuldades no que tange à sua estrutura, impactando consideravelmente no andamento normal da escola. Nos períodos de baixas e altas temperaturas, alunos e professores sofrem com a falta de uma cobertura adequada em alguns pontos estratégicos da referida escola”, diz no documento. O acesso na escola permanece descoberto.

Os alunos estão expostos à chuva também no acesso ao refeitório e à quadra poliesportiva. Para chegar a esses espaços, é necessário subir escadas sem cobertura. Em períodos chuvosos, a área alaga e alguns estudantes deixam de merendar ou participar das atividades físicas.

O professor de Língua Inglesa Erick Farias, que trabalha na escola há 14 anos, afirma que a situação interfere na rotina pedagógica. “Nos dias de chuva, os alunos chegam molhados e o caminho até as salas fica alagado. Muitos faltam às aulas. Quando chove, alguns deixam de merendar porque o refeitório fica no prédio de cima”, relatou.
Segundo ele, a última reforma no pavilhão inferior ocorreu em 2012, mas a cobertura nunca foi instalada.

Michele Martins, mãe de uma aluna, disse que evita enviar a filha à escola em dias de chuva por receio de acidentes. Ela afirma que a estudante perde conteúdo quando falta e, quando vai molhada, tem dificuldade de concentração. “A escada fica escorregadia e a área de baixo alaga, dificultando a passagem”, afirmou.
Outra mãe, Gabriela Costa, relatou que a filha, de 11 anos, caiu duas vezes na escada durante chuvas. Segundo ela, a direção foi informada, mas o problema persiste. “Ela se machucou no joelho, ficou com hematomas na perna e na costela e rasgou a calça do uniforme”, disse.

Em nota, a Seduc informou que o Departamento de Infraestrutura está em fase de planejamento para iniciar as adequações necessárias na escola. A secretaria acrescentou que mantém um cronograma contínuo de serviços de infraestrutura em unidades da capital e do interior.
“A Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar informa que o Departamento de Infraestrutura está em fase de planejamento para iniciar as adequações necessárias na escola. A Secretaria ressalta que mantém um cronograma contínuo de serviços de infraestrutura, contemplando unidades de ensino da capital e do interior”, diz na nota.
Assista ao vídeo de alunos tentando sair da escola em dia de chuva.
