
Do ATUAL
MANAUS – O professor de Jiu-Jítsu José Caros Menez Correa Júnior, de 31 anos, conhecido como “Júnior Pionga”, foi preso nesta terça-feira (25) em Novo Airão (a 195 quilômetros de Manaus) suspeitos de perseguição contra crianças e adolescentes, coação e constrangimento ilegal com uso de arma de fogo.
José Caros foi denunciado por aliciar alunas menores de idade por meio de mensagens, com solicitações inapropriadas e insinuações de cunho sexual. O delegado Rodrigo Monfroni, de Novo Airão, disse que o suspeito passou a perseguir e constranger as pessoas envolvidas. Ele responde a dois processos por estupro de vulnerável em 2023.
“Nós constatamos que ele se utilizava de uma intimidação por parte dos próprios alunos e pais de alunos. Ele forçava os alunos a fazer pelo menos bullying ou perseguir possíveis vítimas que de um jeito se opuseram a isso”, disse o delegado.
Rodrigo Monfroni disse que a população sabia dos casos envolvendo o professor. “Na cidade de Novo Airão todos sabiam o que acontecia ou pelo menos ouviram falar. Tanto que o acusado foi presidente de uma conhecida agremiação e depois de algumas denuncias ele acabou sendo dispensado”.
O delegado informou ainda que quando a vítima não se submetia ao professor para que ele cometesse os abusos, ele chamava alguns comparsas de facção criminosa para bater nas vítimas. “E por um acaso quando a vítima não se submetia a pressão dos alunos ou dos pais dos alunos, ele chamava alguns comparsas, algumas pessoas – inclusive faccionados – que num dos casos deu uma coronhada na cabeça da mãe de uma das vítimas, dois socos na costela, e uma semana depois, o filho dela pegou uma surra no meio da rua sem motivo aparente”, disse.
Monfroni disse que os comparsas do professor foram identificados e há um mandado de prisão contra eles. Eles não faziam parte do projeto de Jiu-Jítsu. O delegado disse que o professor alegou que estavam tentando tirar o projeto dele.
“Ele alegava que tentavam roubar o projeto dele e para não perder aquele projeto, ele ficava com raiva de determinadas vítimas e perseguia elas”, concluiu o delegado.
