Procurador Francisco Cruz diz que a prisão se Justifica para garantir a integridade de testemunhas que estão sofrendo ameaças 
MANAUS – O procurador-geral de Justiça, Francisco Cruz, pediu, nesta sexta-feira (7 de fevereiro), a prisão preventiva do prefeito de Coari, Adail Pinheiro (PRP) e de mais seis pessoas suspeitas de prática de crimes sexuais contra crianças e adolescentes no município de Coari e em Manaus. Ele ajuizou na manhã desta sexta-feira uma nova denúncia com pedido de ação penal no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Com esse, o prefeito Adail Pinheiro passa a responder a cinco processos por pedofilia no TJAM.
De acordo com o procurador-geral, os crimes foram praticados pelo grupo comandado por Adail Pinheiro no réveillon deste ano, de acordo com investigação do Centro de Apoio e Combate ao Crime Organizado (Caocrimo) do Ministério Público Estadual (MP-AM), que colheu depoimento de testemunhas no município de Coari e em Manaus.
Os promotores do MP ouviram de garotas que disseram ter sido abusadas sexualmente pelo prefeito Adail Pinheiro e dos demais denunciados, que estão sendo vigiadas e vêm sofrendo ameaças por prestar informações sobre o caso. Com base nesses depoimentos, o procurador resolveu pedir a prisão do prefeito, para não atrapalhar as investigações.
Francisco Cruz afirmou que a prisão se justifica para a garantia da ordem pública, da integridade das testemunhas ameaçadas, e também para evitar que o grupo faça novas vítimas. O Caocrimo informou que localizou cinco novas vítimas do prefeito em Manaus e em Coari, e colheu números de telefones de onde partiram mensagens com ameaças.
A ação penal será distribuída para um dos desembargadores do Tribunal de Justiça nas próximas horas e o relator do processo poderá decidir imediatamente sobre o pedido de prisão.
Outros processos
O processo contra Adail Pinheiro por crimes sexuais que está mais adiantado no TJAM é o de número 0001707-64.2013.8.04.0000, que está sob a relatoria do desembargador Rafael Romano. Até aqui, era a única ação penal que tramitava na Justiça estadual. Outros três processos contra o prefeito com acusações semelhantes estão em fase de inquérito.
O processo da relatoria de Rafael Romano está em fase de diligências e foi encaminhado à Comarca de Coari para que o juiz de primeira instância ouça testemunhas.
