O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Dia a Dia

Prisão de rapper reacende debate sobre liberdade de expressão e leva milhares às ruas na Espanha

17 de fevereiro de 2021 Dia a Dia
Compartilhar
Catalãs apoiam independência, mas governo espanhol alega que separação é inconstitucional (Foto: Wharton/Divulgação)
Por Lucas Alonso, da Folhapress

BAURU – Para obedecer a uma ordem judicial, o rapper Pablo Hasél, 32, deveria ter se entregado à polícia na última sexta-feira, 12. Ele então cumpriria uma pena de nove meses de prisão decretada em 2018 como punição para o crime de glorificação do terrorismo e insultos à realeza da Espanha.

Em vez disso, Hasél se juntou a um grupo de apoiadores e se refugiou no prédio da Universidade de Lérida, cidade na região da Catalunha, na segunda-feira, 15. Na manhã seguinte, porém, dezenas de policiais invadiram o prédio da instituição para prender o músico.

Houve um breve confronto entre os agentes, armados e usando equipamentos de proteção, e o grupo do rapper, que jogou cadeiras e disparou extintores de incêndio contra os policiais. Então Hásel, conhecido por seu posicionamento político ligado à esquerda radical, foi preso.

“A vitória será nossa. Não haverá esquecimento nem perdão”, gritou ele, com o punho levantado, cercado pela polícia pouco antes de ser levado para a prisão. Em retrospecto, a frase pareceu um prenúncio dos atos que se seguiriam.

Nesta terça-feira, 16, milhares de pessoas se organizaram em protestos exigindo a libertação do rapper em cidades da Catalunha ou próximas à região, como Barcelona, Lérida, Valência, Vic e Girona. Houve novos embates entre manifestantes -que incendiaram lixeiras e, em alguns casos, saquearam lojas e depredaram outros imóveis- e policiais, que reagiram com golpes de cassetete e balas de espuma (semelhantes às de borracha) para dispersar as multidões.

Ao menos 18 pessoas foram presas e 55 ficaram feridas, incluindo 25 agentes, de acordo com um comunicado divulgado pela polícia regional da Catalunha, que classificou os atos como “incidentes muito graves” em que os participantes “destruíram tudo o que encontraram em seu caminho”.

Outras manifestações são esperadas para esta quarta-feira, 17, inclusive na capital espanhola, Madri, e as autoridades catalãs informaram que a polícia “fortaleceu áreas sensíveis” para evitar mais distúrbios.

De alguma forma, entretanto, a prisão de Hasél parece ter reacendido o debate sobre a liberdade de expressão na Espanha.

O motivo de sua condenação é um conjunto formado por publicações no Twitter e por letras de suas músicas em que, entre outros tópicos, ele compara juízes e policiais espanhóis a nazistas, classifica o rei emérito Juan Carlos como um “chefão da máfia” e se refere à monarquia como “mercenários de merda”.

Pouco antes de ser preso, o rapper republicou uma imagem que reúne as postagens alvos de investigação. “Tuítes pelos quais eles vão me prender em alguns minutos ou horas. Literalmente por explicar a realidade. Amanhã pode ser você”, escreveu Hasél, como um alerta para seus mais de 130 mil seguidores.

Antecipando sua detenção, ele fez um apelo para que seus apoiadores enfrentassem o medo e desobedecessem a “tantas imposições injustas de uma tirania cada vez menos camuflada”.

“Não podemos permitir que nos ditem o que dizer, o que sentir e o que fazer”, continuou. “As injustiças têm alguns culpados e eu os apontei em alto e bom som, com raiva legítima e necessária.”

Para Hasél, sua prisão é resultado de um processo em que as autoridades espanholas querem impedi-lo de falar para “evitar a conscientização e, portanto, a luta organizada”.

Mais de 200 artistas, incluindo o cineasta Pedro Almodóvar e o ator Javier Bardem, assinaram uma petição se opondo à prisão do rapper. O abaixo-assinado compara a Espanha a países como Turquia e Marrocos, onde artistas e opositores do governo vivem em risco iminente de detenção.

“A prisão de Pablo Hasél torna ainda mais evidente a espada de Dâmocles pairando sobre as cabeças de todas as figuras públicas que se atrevem a criticar publicamente as ações de qualquer uma das instituições do Estado”, diz o manifesto.

Mesmo autoridades que condenaram os atos de vandalismo praticados por parte dos manifestantes nesta terça admitem que é necessária uma mudança no código penal que pune os chamados “crimes de opinião”.

“Eles são preceitos desatualizados e obsoletos, de outra época”, afirmou o ministro do Interior da Catalunha, Miquel Sàmper, acrescentando, no entanto, que “não há nada que justifique a violência extrema” dirigida aos policiais durante os protestos.

“A prisão de Pablo Hasél causa indignação, mas a violência não é o caminho”, disse a prefeita de Barcelona, Ada Colau. “Os motins não vão tirá-lo da prisão e são totalmente injustificados. Esperamos que não se repitam.”

Na semana passada, o governo central da Espanha anunciou o início de uma reforma na Lei de Segurança Cidadã, que impõe restrições à liberdade de expressão e ficou conhecida localmente como “Lei Mordaça”.

De acordo com a legislação, as publicações e músicas de Hasél podem ser enquadradas como “glorificação ao terrorismo” pelas referências ao ETA (o antigo grupo paramilitar separatista basco que se dissolveu em 2018), e como incitação à violência pelas críticas aos policiais e pelos insultos à monarquia.

Em resposta ao caso do rapper, a porta-voz María Jesús Montero afirmou que o governo está disposto a “fornecer uma estrutura mais segura para a liberdade de expressão” por meio da reforma na lei, ainda em estágios iniciais.

Em um comunicado, o governo de coalizão de esquerda, liderado pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez, disse que a reforma introduzirá penas mais brandas em vez de prisão. Além disso, serão visadas apenas ações que “claramente envolvam a criação de um risco para a ordem pública ou provoquem algum tipo de conduta violenta”.

Nesse sentido, Sánchez também já recebeu críticas de Hasél. Segundo o rapper, o governo não estava fazendo nada para impedir sua prisão. “Com declarações falsas como tantas outras falsas promessas, eles querem extinguir a solidariedade”, tuitou ele.

A “Lei Mordaça” foi promulgada em 2015, durante o governo do conservador Mariano Rajoy, do Partido Popular (PP). O objetivo declarado era proibir a glorificação da violência de grupos armados como o ETA e também coibir insultos às religiões ou à monarquia.

Desde então, porém, a lei tem sido aplicada de maneira muito restritiva, impondo penalidades criminais a críticas legítimas ao Estado, como mostra reportagem da Folha de S.Paulo publicada no primeiro mês de vigência da lei.

Apesar de ter sido condenado a nove meses de prisão, Hasél pode ter a pena aumentada para mais de dois anos porque a sentença inclui uma multa que o rapper se recusou a pagar -assim como outros espanhóis indiciados sob a “Lei Mordaça”.

Os problemas de Hasél com a Justiça espanhola podem, entretanto, ser ainda maiores. Em sua ficha, ele tem outra condenação por atos semelhantes, mas o cumprimento da sentença estava suspenso. Além disso, ele aguarda pareceres da Justiça sobre duas outras sentenças das quais recorreu: uma por agredir um jornalista e outra por agredir uma testemunha durante uma audiência no tribunal.

Notícias relacionadas

Programa Opera+ Amazonas intensifica cirurgias dermatológicas

Aliados de Lula visitam local onde será o Porto da Manaus Moderna

Desembargadora afastada há 2 anos recebeu R$ 1,3 milhão de salários

Brasil perde R$ 94,4 bilhões por ano com barreiras a LGBT+

Colômbia: aliado de candidato à presidência e assessor são assassinados a tiros

Assuntos espanha, liberdade de expressão, prisão, rapper
Redação 17 de fevereiro de 2021
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Operação policial foi realizada em uma aldeia indígena às margens do lago do Janauari em Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus) (Foto: Divulgação)
Polícia

Quatro homens são presos suspeitos de dopar animais para fotos com turistas no AM

10 de maio de 2026
A professora, que não teve a identidade revelada, foi presa pela Polícia Civil (Foto: WhatsApp/Reprodução)
Polícia

Professora é presa suspeita de explorar sexualmente a própria filha no Amazonas

9 de maio de 2026
Dia a Dia

Justiça Federal decreta nova prisão de MC Ryam SP e MC Poze

25 de abril de 2026
Cármen Lúcia proferiu aula magna na UnB (Universidade de Brasília) (Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE)
Política

Democracia é instrumento de libertação permanente, afirma ministra Cármen Lúcia

23 de abril de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?