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Política

‘Posso ser um presidente sem partido’, diz Bolsonaro sobre racha no PSL

26 de outubro de 2019 Política
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Presidente Jair Bolsonaro quer poder de decisão no PSL (Foto: José Dias/PR)

Por Raquel Landim, da Folhapress

PEQUIM-CHINA – Ao deixar a China, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que pode se tornar ‘um presidente sem partido’ se a crise no PSL não se resolver. “Eu posso ser um presidente sem partido. Tanto faz eu estar com partido ou sem partido”, afirmou neste sábado, 27, pela manhã – sexta à noite no Brasil.

A legislação determina que políticos (deputados, senadores, prefeitos, governadores) podem ficar sem partido depois de eleitos. No caso dos deputados, se houver troca da legenda, eles podem perder o mandato. A declaração, que ainda é uma hipótese, vai ao encontro das expectativas do eleitorado mais fiel a Bolsonaro, que é crítico da atuação dos partidos em geral.

O presidente admitiu que deseja ter uma expressiva quantidade de candidatos a prefeito nas eleições de 2020, incluindo as principais capitais. Mas disse que para isso precisa ter o controle do PSL. “Pretendo ter 30 a 40 candidatos (a prefeito) pelo Brasil, mas tenho que ter decisão sobre o partido. Não posso entrar e, quando chegar na convenção, eles me deixarem para trás porque têm maioria”, afirmou.

“Eles (deputados) sabem que quem quer ser candidato a prefeito no ano que vem é melhor tirar uma foto comigo e não com outra pessoa”, completou, referindo-se a Luciano Bivar, presidente do PSL.

Bolsonaro também criticou a imprensa por causa de matéria publicada pela revista IstoÉ, que diz que seu filho Eduardo teria pago as passagens de lua-de-mel com dinheiro do fundo partidário. “É uma irresponsabilidade da imprensa brasileira. Como vai pagar com fundo partidário se quem administra (o fundo) é o Bivar?”, afirmou.

Depois de uma visita oficial de dois dias, Bolsonaro deixou Pequim a caminho de Abu Dhabi nos Emirados Árabes Unidos -terceira parada do seu tour.

Antes de viajar, o presidente publicou no Twitter uma matéria do jornal China Daily que diz que o dirigente Xi Jiping teria sinalizado ao Brasil que a tentativa de agregar valor às exportações é bem-vinda.

Na China, a imprensa é censurada pelo governo e publica apenas matérias positivas sobre as iniciativas do Partido Comunista.

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Cleber Oliveira 26 de outubro de 2019
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