
Do ATUAL
MANAUS – A Justiça do Amazonas prorrogou, por 30 dias, a prisão temporária do técnico da seleção amazonense masculina de vôlei, categoria sub-16, Walhederson Brandão Barbosa, de 40 anos. Ele é investigado pelos crimes de favorecimento à prostituição e exploração sexual dos próprios alunos. A Polícia Civil identificou mais sete vítimas, elevando o número para 17.
De acordo com a delegada Joyce Coelho, da Depca (Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente), a decisão de prorrogação considera as diligências a serem realizadas, as perícias nos aparelhos eletrônicos apreendidos e o registro de depoimento das vítimas.
A Polícia Civil afirma que o caso é complexo. “O prazo concedido pelo Poder Judiciário é essencial para que a equipe policial possa finalizar o Inquérito Policial (IP), no qual conduz uma investigação complexa em razão dos fatos e crimes cometidos”, comunicou a Polícia Civil.
Walhederson foi preso no dia 14 de novembro por suspeita de abusar sexualmente de jogadores, que têm entre 15 e 16 anos.
De acordo com as investigações, jogadores adolescentes afirmaram à polícia que eram obrigados a fazer sexo com o homem em troca de vaga no time. Segundo informou a polícia, o treinador filmava os estupros.
Ao cumprir o mandado de prisão na casa de Walhederson, no bairro Vila da Prata, a polícia encontrou seis adolescentes morando com o técnico. Dois deles estavam na cama com o homem. As vítimas foram levadas para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente para prestar depoimento. O caso tramita em segredo de justiça.
