
Do ATUAL
MANAUS – O delegado Adanor Porto, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), disse em coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (29) que ainda não é possível confirmar a versão de legítima defesa apresentada pelo empresário Diogo Marcel Dill, suspeito de matar a facadas o borracheiro Sidney da Silva Pereira, na manhã do dia 25 de dezembro, na Avenida Camapuã, zona norte de Manaus.
De acordo com o delegado, o suspeito afirma que agiu em legítima defesa, alegando que a vítima teria tentado atacá-lo primeiro com uma faca. No entanto, conforme ressaltou Adanor Porto, as investigações ainda estão em fase inicial e não é possível, neste momento, confirmar a versão defensiva apresentada.
Segundo o delegado, Diogo Marcel Dill foi preso temporariamente no domingo (28), após se apresentar à Polícia Civil do Amazonas. O caso, que teve grande repercussão, é tratado até o momento como homicídio qualificado.
Ainda de acordo com o delegado, a motivação inicial do crime é considerada banal e fútil. Conforme a apuração, os conflitos já vinham ocorrendo desde o dia anterior ao crime. No dia 24 de dezembro, Diogo teria ido até a casa da vítima para reclamar do som alto.
Segundo Adanor Porto, na manhã do Natal, o suspeito estava em frente ao próprio estabelecimento comercial quando passou a filmar uma discussão entre Sidney e o irmão dele, Hércules. De acordo com o delegado, insatisfeito com a gravação, Sidney teria ido tirar satisfação com Diogo, momento em que ocorreu o ataque.
Conforme informou o delegado, a vítima foi atingida por golpes de faca em regiões letais, chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Platão Araújo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ainda na noite do dia 25.
De acordo com Adanor Porto, durante depoimento, Diogo Dill confessou ter desferido as facadas, inicialmente alegando dois golpes, embora a polícia já trabalhe com a informação de que Sidney foi atingido quatro vezes.
As equipes da DEHS seguem em diligências para esclarecer pontos cruciais do caso. Segundo o delegado, estão sendo analisadas imagens que circulam nas redes sociais, além da coleta de depoimentos de familiares e testemunhas para confrontar as versões apresentadas.
