
Por Felipe Campinas, da Redação
MANAUS – Empresários e políticos do Amazonas ouvidos pela reportagem do ATUAL concordam com o investimento na exploração de potencialidades da região amazônica proposto pelo ‘Plano Dubai’, do Governo Federal, mas afirmam que a medida deve ser uma opção para somar na atividade econômica do Amazonas, não para substituir o atual modelo Zona Franca de Manaus.
O plano de desenvolvimento para a Amazônia pretende estimular cinco ciclos econômico: biofármacos, turismo, defesa, mineração e piscicultura. A projeção é que até 2073, empresas desses ramos que se instalarem na região possam gerar R$ 25 bilhões por ano, valor equivalente aos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus atualmente.
O presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Wilson Périco, afirmou que vê com “bons olhos” a ideia do Governo Federal desde que não se substitua o atual modelo ZFM. “Não é acabar com aquilo que nós temos, que nos sustenta, que gera riqueza e dá ao Amazonas o equilíbrio fiscal que tem, mas sim algo que venha se somar para podermos gerar dentro dessas potencialidades empregos, atividade econômica além dos muros da capital”, afirmou o empresário Wilson Périco.
Ainda conforme o presidente do Cieam, a exploração das potencialidades deve ir “além dos muros da capital”, alcançando os municípios do interior do Amazonas. “Esses segmentos que ele cita são segmentos que a gente tem discutido bastante. Inclusive a mineração, que nós temos a segunda maior jazida de potássio do mundo, só que por burocracia e questões ambientais a gente não consegue explorar”, disse.
Apesar de ser um plano para 2073, Périco disse que o anúncio do novo modelo dificulta a atração de novos investimentos para a Zona Franca de Manaus. “Quando você vê uma notícia como essa por parte do governo federal, traz sim muitas dúvidas ao investidor e isso, não que vá afugentar as empresas, mas dificulta a atração de novos investimentos”, disse o presidente do Cieam.
“Patrimônio”
O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), disse que não há “a menor possibilidade de aceitar o fim da Zona Franca de Manaus” porque além de ser um modelo de desenvolvimento regional garantido pela Constituição, é reconhecido como eficaz na diminuição das desigualdades regionais e na preservação da Amazônia.
“A Zona Franca é um patrimônio do povo do Amazonas, uma espécie de bem que nos foi entregue em troca de preservação e manutenção do patrimônio ambiental que possuímos. Ao longo do tempo, a população tem feito sua parte e não pode ser punida. Vamos encarar todas as frentes de batalha para manter o que nos pertence”, afirmou Wilson Lima.
O governador concorda com a implementação de novas matrizes econômicas na região. “Meu compromisso é com a implantação de novas formas de negócios, que nos permitam gerar emprego e renda, mas nada nos tirará a Zona Franca, esta também é um compromisso meu”, disse.

“Mais uma promessa”
O deputado estadual Serafim Correa disse que o ‘Plano Dubai’ é “mais uma promessa” do Governo Federal e criticou a ausência de infraestrutura na região amazônica. “Esse Plano Dubai sem antes se pensar em infraestrutura para a região amazônica é mais uma promessa. Então, o governo federal diz por um lado que não tem dinheiro para pagar o programa Bolsa Família neste mês e está dizendo que tem um Plano Dubai para fazer investimentos de bilhões de dólares aqui na Amazônia? Eles estão brincando com a gente, vão querer que a gente acredite nessa história? Brincadeira”, disse Serafim.
Para o deputado estadual, sem superar as barreiras de infraestrutura impostas pelo excesso de burocracia, a região não terá viabilidade mínima para avançar em outras matrizes.
“O Brasil tem disposição para vencer as barreiras burocráticas que são imensas? Nós estamos há 35 anos tentando abrir a BR-319, são duas gerações e não conseguimos. Aqui não se consegue construir um porto novo por questões burocráticas. Ora, se nós não conseguimos nem sequer superar a burocracia, que dirá os recursos que são necessários para, por exemplo, levar uma extensão do Linhão de Tucuruí de Itacoatiara a Autazes, para poder viabilizar a silvinita. Então, tudo isso são bilhões de dólares a serem investidos e eu não creio que o Governo Federal tenha essa bala na agulha”, declarou o deputado.


Pro Serafim tudo é “piada”, “palhaçada”, “brincadeira” só ele que sabe das coisas, só ele que tá certo!
Brincadeira foi a administração dele quando Prefeito de Manaus, fez mais cagada do que bebê que ainda usa fralda!
Brincadeira sãos os projetos de lei e os pronunciamentos dele na tribuna da ALEAM!