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Política

PGR defende condenação de deputados do PL por desvio de recursos de emendas

10 de novembro de 2025 Política
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Deputados Josimar Maranhãozinho, Bosco Costa e Pastor Gil: denúncia no STF sobre negócios com emendas (Fotos: Agência Câmara)
Deputados Josimar Maranhãozinho, Bosco Costa e Pastor Gil: denúncia no STF sobre negócios com emendas (Fotos: Agência Câmara)
Por Rayssa Motta, do Estadão Conteúdo

BRASÍLIA – A PGR (Procuradoria-Geral da República) defendeu nesta segunda-feira (10) em manifestação enviada ao STF (Supremo Tribunal Federal) a condenação dos deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA), além do suplente de deputado Bosco Costa (PL-SE), por corrupção com emendas parlamentares.

Segundo a PGR, os deputados condicionaram a destinação de R$ 6,67 milhões em emendas ao município de São José de Ribamar, na região metropolitana de São Luís, ao pagamento de R$ 1,67 milhão em propinas. Os parlamentares negam irregularidades.

A Procuradoria afirma que as provas são “irrefutáveis” e que a autoria e a materialidade dos crimes estão comprovadas por diálogos e documentos obtidos na investigação.

“Embora os deputados Josimar e Bosco Costa tenham negado a autoria das emendas, aproveitando-se da baixa transparência dos dados públicos sobre a procedência desses recursos, as provas confirmam serem eles os responsáveis pelas destinações”, diz a PGR.

O vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, enviou ao STF os últimos argumentos da acusação no processo. As defesas ainda vão apresentar suas alegações finais, última etapa antes do julgamento. O relator do processo é o ministro Cristiano Zanin.

Além da condenação, a PGR pede a perda dos mandatos e o pagamento de uma indenização por danos morais coletivos.

A PGR afirma que Josimar Maranhãozinho “ostentava a posição de liderança” do suposto esquema e, nessa condição, “coordenava a destinação dos recursos patrocinados pelos demais congressistas” e depois distribuía as propinas.

“Não há dúvida de que os réus, sob a chefia do deputado Josimar, constituíram e integraram organização criminosa”, diz a Procuradoria nas alegações finais.

Os repasses teriam ocorrido entre dezembro de 2019 e abril de 2020, de acordo com a denúncia. Na época, o prefeito de São José de Ribamar era José Eudes Sampaio Nunes. A PGR afirma que ele foi “insistentemente abordado para ceder à solicitação de propina”.

As defesas vêm pedindo o arquivamento da ação por falta de provas.

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Assuntos desvio de recursos públicos, emenda parlamentar, Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil, PGR
Cleber Oliveira 10 de novembro de 2025
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