O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Igor Araujo Lopes

Pensar e agir colonial

12 de janeiro de 2017 Igor Araujo Lopes
Compartilhar

Como prova da capacidade emancipadora de um pensamento crítico, é possível ver como a política – em seu sentido amplo – adentra à academia para direcionar, ou limitar, determinadas correntes teóricas para manter sob controle ameaças ou instrumentos de exercício do poder.

Exemplos não faltam, e não é preciso ir longe para constar isso. Como se não bastasse a intimidação de várias formas aos intelectuais, e ativistas em geral, antes, durante ou depois da ditadura. Para além dos atuais casos caricatos da Escola Sem Partido, e do falacioso combate à “Ideologia de Gênero” – introduzida nas escolas de todo país por professores supostamente comunistas – há um debate de importância monumental que fora ocultado de toda formação acadêmica no Brasil nas últimas décadas. E a razão disso é política.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, numa das proclamações do início de seu primeiro mandato, manifestou um emblemático bordão que percorreu todo o projeto econômico após a democratização: “O Brasil não é mais um país subdesenvolvido. É um país injusto”.

Tal ideia não só assumia que – com o capitalismo periférico – era possível desenvolver as forças produtivas do país, mas que dessa maneira era capaz de emancipar a nação e diminuir drasticamente a desigualdade social.  São colocações que os fatos históricos, da época até hoje, tratam de contrariar duramente. O Brasil não só sofreu um grave processo de desindustrialização, como também aumentou seu nível de dependência de modo a resumir toda sua estrutura econômica neste predicado.

Por toda a academia, FHC ficou conhecido como o criador da Teoria da Dependência, de forma a ter se tornado um paradigma no que se refere as formas contemporâneas de desenvolvimentismo. A Teoria, a priori, parece denunciar a configuração de colonial sob a qual o Brasil faz parte, porém, a final, constata-se que a ordem é aceitar tal dependência e trabalhar com ela como se um dia pudéssemos ser uma espécie de Suíça brasileira – ou pior, ousar dizer que o Brasil é inerentemente dependente, isto é, que jamais poderia se emancipar diante o centro do capital com somente seus próprios recursos.

O pior se dá quando os relatos e os fatos apontam que essa solidificação da teoria de FHC na academia não foi feita da maneira mais ética possível, pelo contrário. Durante a ditadura um dos maiores intelectuais brasileiros sofreram exílio, e então construiu grande trajetória teórica no Chile e no México. Trata-se de Rui Mauro Marini, pensador afinado e revolucionário que teve suas obras destacadas no exterior, com traduções até para o Chinês, mas que no Brasil começou a ser destacado há apenas uma década.

Marini criou a Teoria Marxista da Dependência, e sofreu um boicote acadêmico-político dos tucanos aqui no Brasil: José Serra e FHC, ao passarem pelo México em 1978, se dispuseram a debater com Marini. Este aceitou, desde que pudesse publicar uma tréplica na mesma edição. E assim foi feito, num texto denominado “As Desventuras da Dialética da Dependência”. Contudo, os tucanos desrespeitaram o acordo, e publicaram sua resposta a Marini nos mais importantes veículos do pensamento econômico e social do país – inclusive a CEPAL – sem publicar a tréplica do brasileiro exilado que já não tinha muita acolhida por aqui. E com o detalhe de terem distorcido partes dos argumentos da obra para assim ser mais fácil a refutação.

Com o passar do tempo, confirmaram-se as evidências de que tucanos adotam o costume de colaborar com os interesses de Washington. Isso se consolida nas nuances de dominação ideológica do imperialismo enquanto estratégia de solidificação do império e aniquilamento dos subversivos, em todos os níveis.

A tragédia política maior não é só pelo fato dos liberais dominarem, de certa forma, o pensamento econômico no Brasil. A tragédia política é gigante quando uma esquerda que tentou se aventurar com coligações com as classes dominantes enxerga somente nas teses burguesas da CEPAL os caminhos progressistas.

Se o pensamento crítico não fosse tão ameaçador para o poder dominante, exemplos como esses não ocorreriam com essa frequência. De tal modo que o debate mais central – que é o de crítica à economia política e a política econômica – tem somente uma visão vesga e obtusa sobre dependência circulando pelas reflexões de um Brasil que, de tão colônia, não consegue erguer o pescoço para pensar e agir livremente…

(*) Igor é acadêmico de Filosofia - [email protected]

Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

Notícias relacionadas

Traficantes pulam no rio, fogem e deixam 2,5 toneladas de maconha e armas no barco

FVS registra 232 mortes de bebês menores de 1 ano em 4 meses no Amazonas

Câmara aprova projeto que derruba sigilo sobre gastos públicos

Embaixadores da União Europeia conhecem projetos de pesquisa da UEA

Secretário pede mais investimento para ampliar combate ao crime no AM

Assuntos Amazonas, economia, esquerda, FHC, neoliberalismo
Valmir Lima 12 de janeiro de 2017
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Cerca de 2,5 toneladas de maconha do tipo skank, três fuzis e munições foram apreendidos (Foto: WhatsApp/Reprodução)
Polícia

Traficantes pulam no rio, fogem e deixam 2,5 toneladas de maconha e armas no barco

22 de maio de 2026
O levantamento mostra taxa de mortalidade infantil de 14,5 óbitos a cada mil nascidos vivos (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)
Dia a Dia

FVS registra 232 mortes de bebês menores de 1 ano em 4 meses no Amazonas

22 de maio de 2026
Amom Mandel
Política

Câmara aprova projeto que derruba sigilo sobre gastos públicos

21 de maio de 2026
União Europeia
Dia a Dia

Embaixadores da União Europeia conhecem projetos de pesquisa da UEA

21 de maio de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?