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Dia a Dia

Peixes de rios na Amazônia estão contaminados por mercúrio; saiba quais

1 de setembro de 2022 Dia a Dia
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Garimpo no Rio Mucajaí, Terra Indígena Yanomami: 53% das amostras de peixes coletadas mostraram contaminação por mercúrio (Foto: Divulgação/Bruno Kelly)
Garimpo no Rio Mucajaí, Terra Indígena Yanomami: 53% das amostras de peixes coletadas mostraram contaminação por mercúrio (Foto: Divulgação/Bruno Kelly)
Da Redação, com Portal Fiocruz

MANAUS – Peixes coletados em três pontos na Bacia do Rio Branco (RR) apresentaram concentrações de mercúrio maiores ou iguais ao limite estabelecido pela OMS (Organização das Nações Unidas) para alimentação e agricultura (FAO). Os dados são de pesquisa da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), do ISA (Instituto Socioambiental), do Instituto Evandro Chagas e da UFRR (Universidade Federal de Roraima).

De acordo com o estudo, para algumas espécies de peixes carnívoros a contaminação já é tão alta que não existe mais nível seguro para o seu consumo. Filhote, barba chata, coroataí, piracatinga e pirandirá são peixes carnívoros com risco muito alto e devem ser consumidos no máximo em uma porção de 50 gramas, uma vez ao mês.

Já a dourada, mandubé, liro, pescada, piranha preta e tucunaré são peixes carnívoros com alto risco e seu consumo não deve passar de 200 gramas por semana. Mulheres grávidas devem evitar o consumo de peixes carnívoros durante toda a gestação.

Os peixes onívoros (ou não-carnívoros) como matrinxã, aracu, jaraqui, pacu, jandiá e curimatã, têm médio e baixo risco e podem ser consumidos em porções de até 300 gramas por dia. Porém, crianças e mulheres em idade fértil devem consumir de forma moderada.

Amostras

A análise de avaliação de risco à saúde coletou amostras de pescado entre 27 de fevereiro e 6 de março de 2021 e revelou índices altos de contaminação em trecho do Rio Branco, com 25,5%; Baixo Rio Branco, com 45%; Rio Mucajaí, com 53%; e Rio Uraricoera, com 57%.

No Uraricoera, próximo à Terra Indígena Yanomami, a cada 10 peixes coletados seis apresentaram níveis de mercúrio acima dos limites estipulados pela OMS. No Rio Branco, a cada 10 peixes coletados, aproximadamente dois não eram seguros para consumo.

“As altas taxas de contaminação observadas, provavelmente, são decorrentes dos inúmeros garimpos ilegais de ouro instalados nas calhas dos rios Mucajaí e Uraricoera”, explica trecho da nota técnica.

Método

Através de metodologia da OMS, foram avaliados os riscos à saúde por consumo de pescado contaminado para mulheres em idade fértil (de 10 a 49 anos), homens adultos (maiores de 18 anos), crianças de 5 a 12 anos e de 2 a 4 anos.

A análise identificou três padrões de CMS (Consumo Máximo Seguro) de Pescado a fim de evitar problemas decorrentes da contaminação: baixo, com até 50 gramas de pescado por dia; moderado, com até 100 gramas de pescado por dia; e alto, com 200 gramas de pescado por dia.

O levantamento concluiu que não há quantidades seguras de consumo de peixe para quase todos os grupos analisados, exceto homens com consumo inferior a 50 gramas diárias.

Mercúrio e os impactos

Segundo o estudo, 45% do mercúrio usado em garimpos ilegais para extração de ouro é despejado em rios e igarapés da Amazônia, sem qualquer tratamento. O metal pesado, altamente nocivo, pode permanecer por até cem anos em diferentes compartimentos ambientais e pode provocar diversas doenças em seres humanos e em animais.

Nas crianças, os problemas podem começar na gravidez, com ocorrência de aborto ou o diagnóstico de paralisia cerebral, deformidades e malformação congênita. Os menores também podem desenvolver limitações na fala e na mobilidade. Na maioria das vezes, as lesões são irreversíveis, provocando impactos na vida adulta.

Estudos recentes realizados com indígenas do Povo Munduruku, do médio Tapajós (Pará), revelam alterações neurológicas e psicológicas em adultos e atrasos no desenvolvimento de crianças associados ao consumo de peixes contaminados por mercúrio.

Segundo estudo da Fiocruz com apoio do ISA, na comunidade de Aracaçá, às margens do rio Uraricoera, onde há forte presença garimpeira, 92% das pessoas examinadas apresentaram contaminação por mercúrio.

“Em síntese, a presença de garimpos em terras indígenas, associada ao uso indiscriminado de mercúrio, diferente do que muitos políticos e empresários dizem, não traz riqueza e desenvolvimento às comunidades. Pelo contrário, deixa um legado de mazelas e problemas ambientais que contribui para perpetuar o ciclo de pobreza, de miséria e desigualdade, na Amazônia”, escrevem os autores do estudo.

Confira na íntegra a nota técnica da Fiocruz

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Assuntos bacia rio branco, destaque, Fiocruz, mercurio, peixes de roraima, pescado, rio mucajai
Redação 1 de setembro de 2022
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