
Do ATUAL
MANAUS – Os pecuaristas do Amazonas têm até 16 de junho para realizar a imunização de bois, vacas e búfalos, de 3 a 8 meses de idade, e depois comprovar a imunização à Adaf (Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas).
A primeira etapa da campanha terminou em maio, mas foi prorrogada por dificuldades relatadas pelos pecuaristas em comprar o imunizante. A aplicação da vacina só pode ser realizada por médicos veterinários ou auxiliares cadastrados na Adaf.
“Estamos prorrogando até 16 de junho o prazo para o nosso produtor vacinar e comprovar a vacinação. Lembrando que gado vacinado é saúde para o produtor e sua família, já que a brucelose pode ser transmitida de animais para humanos, e que os trabalhadores que estão frequentemente em contato com os rebanhos ficam mais expostos ao risco”, diz Gisele Torres, coordenadora do Programa Nacional de Erradicação da Brucelose e Tuberculose no Amazonas.
Ainda segundo a Adaf, o produtor deve informar à agência por meio da nota fiscal da vacina e o atestado de imunização. Também deve informar que não há fêmeas de 3 a 8 meses em sua propriedade para serem vacinadas.
“Quem não cumprir o novo prazo ficará sujeito à aplicação de multa e não poderá emitir a GTA (Guia de Trânsito Animal) para movimentar seus animais”, diz Torres.
Brucelose
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, a brucelose é uma doença infectocontagiosa de caráter crônico causada por bactérias do gênero Brucella, que afeta diversas espécies de animais e o homem.
A contaminação por brucelose pode ocorrer tanto pelo contato direto com animais infectados e suas secreções, como pela ingestão de leite cru e queijo oriundos de leite não pasteurizado. Os principais sintomas em animais estão relacionados à reprodução, como aborto no fim da gestação, nascimento de crias fracas e retenção de placenta.
Em humanos, a doença pode causar febre, sudorese noturna, cansaço, fraqueza, calafrios, dor de cabeça e nas articulações, perda de apetite e de peso, inflamação nos testículos e infertilidade. Em grávidas, a infecção aumenta o risco de aborto, especialmente até o segundo trimestre.
