O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Variedades

Patrícia Bastos canta o Amapá no disco ‘Batom Bacaba’

2 de outubro de 2016 Variedades
Compartilhar
Seu primeiro álbum saiu em 2000, chamado Pólvora e Fogo, só com compositores do Amapá. Depois vieram Patrícia Bastos In Concert (ao vivo, de 2004); Sobre Tudo (2007); Eu Sou Caboca (2009) e o premiado Zulusa, de 2013 (Foto: Reprodução)
Seu primeiro álbum saiu em 2000, chamado Pólvora e Fogo, depois vieram Patrícia Bastos In Concert (2004); Sobre Tudo (2007); Eu Sou Caboca (2009) e o premiado Zulusa, de 2013 (Foto: Reprodução)

SÃO PAULO – Algo doía fundo sempre que Patricia Bastos via amigos músicos irem a programas de rádio ou TV acompanharem outros artistas. Quando o apresentador perguntava de onde eram, mentiam. Fortaleza, Recife, Maceió, mas nunca diziam Macapá. Do que tinham vergonha? Da origem nortista de pele morena, cabelos negros e sangue afro-indígena? Das piadas sobre as incertezas de um “fim de mundo” próximo ao Oiapoque? Ou seria a insegurança de uma terra que não produziu músicos que se tornassem referenciais de projeção nacional?

Depois que Patricia cresceu e se tornou cantora, sentiu tudo ao contrário. Afirmar-se como amapaense lhe soava uma missão. Mais ainda. Se os anjos das águas amazônicas ajudassem, ela traria quem pudesse em seu barco. O Amapá tem uma música que o Brasil não conhece e uma gente que cria canções com uma sensibilidade arrebatadora. Seu novo disco, Batom Bacaba, tem força para dois feitos. Ao mesmo tempo em que a coloca como uma das grandes cantoras em ação, pode dar voz a compositores locais que nunca estiveram em uma cena, que nunca contaram com um porta-voz. Os tambores do marabaixo, o ritmo mais forte da região, jamais tiveram algo parecido com um presente que o maracatu pernambucano recebeu nos anos 1990 chamado mangue beat. Foi só depois dele que uma geração inteira conheceria a produção cultural de Pernambuco.

Há duas forças disputando espaços no álbum Batom Bacaba, com produção e lançamento patrocinado pela empresa de cosméticos Natura. De um lado, existe a presença dos dois produtores de personalidade artística forte, o violonista e compositor Dante Ozzetti e o músico Du Moreira. De outro, as informações trazidas nos genes de Patricia. A boa notícia é que a disputa não tem vencedores, o que faz o álbum chegar a um equilíbrio saudável entre a busca pelos tempos de hoje nos detalhes de estúdio e a expressão de uma música que brota do chão de Macapá há muitos anos. Se um dos dois lados vencesse, o resultado não seria o mesmo. O show de lançamento em São Paulo, depois de uma apresentação no Rio de Janeiro, será na próxima quinta-feira, dia 6, no Centro Cultural Rio Verde.

A abertura do disco com Loba Boba, de Zeca Baleiro e Joãozinho Gomes, grande compositor paraense que vive no Amapá, é uma falsa pista. Nada será de novo tão sintetizado quanto esta base. Os caminhos se abrem mais com o passar do tempo, mas Patricia sempre vai caminhar entre o lirismo das canções e os arranjos pequenos e sutis de Dante. Luz de Lampião, de Nilson Chaves, também paraense, e Joãozinho, deixa a voz livre para cortar o som das cordas e de poucos ruídos eletrônicos até ganhar uma base mais cheia de teclados e mais violão. Tudo isso enquanto a música ganha força na poesia de dialeto nortista: “Nos sentu naquela terra, pra modiar / Sob o pé da gameleira tinha um luar / E a lua disse em verso / Com a voz do vento / Que nós semu como o sol / Vivemo nos bucejo da manhã”.

O encontro de Patricia com o Dante compositor acontece em O Desenho da Cidade, que ele fez com Luiz Tatit. E a parceria volta em Brisa e Brasa e Horizonte (com a voz de Ná Ozzetti). Depois, Dante aparece com Joãozinho Gomes como autores de Tudinha Acesa. São os momentos de encontro da linguagem de Patricia com a visão lírica e harmônica de Dante, algo que blinda o álbum de qualquer possibilidade de torna-se didático, regional, folclórico.

Batom Bacaba, a música, é dos momentos maiores do álbum. A canção é do violonista amapaense Enrico Di Miceli com versos de Joãzinho Gomes, sempre ele. Enrico é um craque. Suas escolhas nunca são as mais fáceis mas sua música nunca fica difícil, intransponível. Ele é dono de uma habilidade harmônica impressionante e criador de melodias desconcertantes. Isso tudo sobre letra de lirismo feminino de Joãozinho: “E a maloca então ficou maluca / Como se ali passasse a pororoca / E a passarada fez uma muvuca / Cantando essa cantiga curiboca…”.

Outro nome das terras do Norte é o de Paulinho Bastos, irmão de Patricia. Percussionista, pesquisador, especialista nos tambores de marabaixo e da batucada amapaense (outra expressão que não existe fora de Macapá), ele é também autor de três das músicas de maior poder de comunicação no disco, Domingo de Páscoa, O Batom Que Não Viu e o afro Banto. Paulo está em processo de finalização de seu próprio álbum, uma promessa quando se conhece um pouco da forma como ele pensa música.

A parceria de Joãozinho Gomes com Val Milhomem, outro importante compositor macapaense, entrega duas músicas de força pop e poesia afiada, a bela Mei Mei e a dançante Mameluca. Se fossem outros tempos, a primeira seria forte candidata ao que se chamava de “carro-chefe”, a que primeiro tocaria nas rádios.

Patrícia Bastos é filha de pai educador e músico e mãe cantora, Dona Oneida, a primeira mulher do Amapá a gravar um disco, produzido pelo mestre das guitarradas Manoel Cordeiro. É desse barro, dos encontros entre músicos em sua sala com todos os quatro irmãos tocando e cantando, que Patricia foi feita. Aos 18 anos ela já cantava em um grupo da noite com o qual aprendeu os primeiros truques no Bar Carinhoso, a Banda Brinds. Depois, cantou em grupo de baile e passou pelo avassalador teste dos cantores de carnaval.

Seu primeiro álbum saiu em 2000, chamado Pólvora e Fogo, só com compositores do Amapá. Depois vieram Patrícia Bastos In Concert (ao vivo, de 2004); Sobre Tudo (2007); Eu Sou Caboca (2009) e o premiado Zulusa (2013). Foi com este disco que Patrícia ganhou, em 2014, os prêmios de melhor cantora regional e melhor disco regional durante o 25.º Prêmio da Música Brasileira. Chamá-la de regional é redutor, mas o mercado ainda entende assim, em catalogação por prateleiras. Seu disco de agora faz exatamente o contrário, a retira da seção dos regionais para torná-la mais abrangente.

“Eu senti a necessidade de procurar a história de Amapá e de levá-la para o mundo”, diz Patricia. “Eu sempre senti falta dessa história, as pessoas daqui tinham vergonha de dizer que eram do Norte. Resolvi então que, a partir de agora, eu iria cantar a minha aldeia.” E é assim que ela acaba cantando o mundo.

(Estadão Conteúdo/ATUAL)

Notícias relacionadas

Harbour diz que sofreu colapso mental com fim de Stranger Things

Globo suspenderá novelas para transmitir jogos da Copa

Alberto Cowboy e Priscilla Monroy brigam em hotel no MA

‘Comecei a carreira tomando uma surra’, diz Caio Blat sobre cena em novela

Atriz Sharon Stone revela motivo de fim do casamento

Assuntos amapá
Alice Lima 2 de outubro de 2016
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Política

Suplente de Alcolumbre é indiciado pela PF por associação criminosa e corrupção

23 de maio de 2026
Agente federal inspeciona documentos em operação que apura uso de recursos da previdência no Banco Master (Foto: PF/Divulgação)
Política

PF deflagra Zona Cinzenta no Amapá para apurar uso da Previdência no Banco Master

6 de fevereiro de 2026
Rio Capuxi, no Amapá, mudou de cor com substâncias químicas proveniente de garimpo (Imagem: Gov. Amapá/YouTube/Reprodução)
Dia a Dia

MPF pede R$ 51,6 milhões por danos ambientais causados por garimpo

19 de dezembro de 2025
Davi Alcolumbre
Política

Rádio que faz oposição a Alcolumbre tem licença de renovação cancelada

14 de novembro de 2025

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?