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MANAUS – O operador de guindaste Antônio Benjamin de Lima Cunha, 57 anos, preso após acidente em que o operário Antônio Paulo Rodrigues, 40, morreu e outro trabalhador ficou ferido no Centro de Manaus, domingo (23), foi solto pela Justiça nesta segunda-feira (24). A decisão ocorreu em audiência de custódia. No acidente o guindaste quando erguia parte da árvore de Natal que era instalada no Largo São Sebastião.
A ação sobre o acidente foi tornada sigilosa pela Justiça. Com o sigilo judicial, não é possível acessar as condições impostas pela Justiça para a liberdade concedida a Antônio Benjamin ou eventuais medidas cautelares.
O segredo de Justiça ocorre, segundo juristas, em situações que exigem proteção das partes, preservação de provas ou garantia da ordem processual, especialmente em casos de grande repercussão.
Nesta segunda-feira (24), o delegado Marcelo Martins informou que o acidente em que o artista parintinense Antônio Paulo, conhecido como “Antônio Suricate”, morreu, pode ter responsabilidade compartilhada entre o operador do guindaste, auxiliares e empresas.
Antônio Benjamin foi autuado por homicídio culposo. Ele trabalhava afastado pelo INSS, alegou estar apto para operar o equipamento e pulou da cabine fantasiado de Papai Noel no momento em que o guindaste tombou. Outro trabalhador, Henes Libório Ramos, 47, teve uma das pernas fraturadas.
A investigação identificou falhas graves de segurança, como ausência de plano de rigging (planejamento detalhado), ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), isolamento da área e limitador de carga. O laudo pericial, previsto para 30 dias, será determinante para apurar responsabilidades.
