
Do ATUAL
MANAUS – A defesa do investigador Luciano de Souza Granjeiro, da Polícia Civil do Amazonas, afirma que a prisão do policial é injusta. O advogado Davi Martins da Silva Júnior alega que não há prova do envolvimento de Luciano no roubo de ouro ocorrido em Manaus em outubro de 2025 e pediu a revogação da prisão preventiva.
Granjeiro foi preso nesta terça-feira (9) na Operação Piloto de Fuga, da Polícia Federal em parceria com o Ministério Público do Amazonas. Luciano trabalha no 1º Distrito Integrado de Polícia e foi detido em casa, no bairro Flores, zona centro-sul da capital. A PF investiga o policial por dirigir carro usado no roubo de 77 barras de ouro, cerca de 72,6 quilos, avaliadas em aproximadamente R$ 50 milhões.
Davi Martins classificou como “equivocada” a acusação. “Já estamos adotando as providências para pedir a revogação da sua prisão, tendo em vista que os elementos que imputaram a participação nos eventos sob investigação são equivocados”, disse.
Segundo a defesa, a custódia cautelar se baseia em suposições genéricas, sem elementos concretos que justifiquem a prisão. “A manifestação do Ministério Público limitou-se a conjecturas e hipóteses abstratas, sem apresentar qualquer fato determinado ou prova material”, afirmou em nota à imprensa. “Inclusive, em sede de audiência de custódia, informamos que há imagens e documentos que rebatem frontalmente a dedução presuntiva da autoridade”.
Segundo Davi Martins, no dia do roubo, 29 de outubro de 2025, Luciano estava em casa e, no final da tarde, saiu em uma viatura oficial, uma Toyota Hilux preta, para buscar o filho em uma academia na Avenida das Torres.
A PF aponta o uso de um Onix prata na ação. Conforme a PF, as investigações apontam que Granjeiro integrou o grupo criminoso e dirigiu o veículo. A defesa diz que o veículo não pertencia a Granjeiro e que o alvo inicial das investigações era outro agente. O único contato de Luciano com o Onix prata teria ocorrido no dia seguinte ao crime, quando ele cumpriu ordens para recolher o veículo e as armas que estavam sob responsabilidade de um colega de equipe.
Para a defesa, as provas apresentadas são suficientes para derrubar a prisão. “Podemos afirmar agora que a defesa trabalha na revogação da sua prisão, demonstrando que o servidor não tem relação com os eventos sob investigação”, disse o advogado.
“Nós respeitamos o trabalho das instituições envolvidas e confiamos que, diante das informações que estamos agora prestando, esse equívoco será corrigido e a liberdade do senhor Luciano será restabelecida”, completou Davi Martins.
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