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Economia

Pandemia afeta indústria têxtil e dificulta fornecimento de tecidos

17 de fevereiro de 2022 Economia
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Indústria têxtil (Foto: industrytextil.com/Divulgação)
Fábrica de indústria têxtil: dificuldade para produzir tecidos (Foto: industrytextil.com/Divulgação)
Por Fernanda Brigatti, da Folhapress

SÃO PAULO – De olho na produção de roupas para o inverno, a empresária Marla Tassiana procurou, em dezembro, um distribuidor de linhas que seriam usadas para peças de tricô. Não conseguiu comprar.

Os pedidos foram encerrados em dezembro e a distribuidora só deve reabrir a agenda em maio, praticamente inviabilizando a produção para a temporada de frio. Diariamente, Tassiana entra em contato com o fornecedor na expectativa de notícias melhores.

“Minha produção é rápida, porque não é grande, mas se receber em maio, vou conseguir produzir para o fim de julho. Não estou muito otimista”, diz. Os planos para o inverno vão ter que mudar.

As dificuldades da indústria têxtil, como em outros setores, se aprofundaram com a pandemia e persistem, afetando com mais intensidade os pequenos, que têm menos margem para estocar tecido e ficam em desvantagem na fila dos fornecedores.

Marcelo Zafra, sócio da Volk Uniformes, diz que o planejamento de compras de tecidos virou um exercício de adivinhação da demanda. Pedidos que levavam cinco dias para serem entregues, hoje podem demorar até dois meses e ficam limitados por contas definidas pelos fornecedores.

Para evitar imprevistos, a solução foi aumentar o estoque de rolos na fábrica e administrar os custos maiores. Desde o ano passado, os preços já foram atualizados sete vezes, duas das quais em 2022. No pré-pandemia, diz o empresário, a indústria fazia no máximo dois reajustes anuais.

Outro elemento de pressão sobre a cadeia têxtil é o preço do algodão. Em 11 de fevereiro, a libra-pluma, medida padrão do mercado, custava R$ 7,0261 nas negociações com prazo de oito dias para pagamento. Um ano antes, custava R$ 4,7434, e na mesma data, em 2020, estava em R$ 2,8483.

Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), as cotações elevadas vêm sendo sustentadas por baixa oferta de produto para negociação imediata (o chamado mercado spot) e a valorização externa, que melhora as condições para as exportações.

Pesquisadores disseram, em boletim do dia 9, que os compradores têm resistido em fechar negócios com valores maiores “diante da dificuldade no repasse dos reajustes da matéria-prima aos manufaturados”.

O efeito do preço do algodão recai também sobre as linhas. Zafra, da Volk, diz que pagava R$ 80 pelo cone de linha de bordado. Hoje, ele custa R$ 200. As linhas comuns e de pesponto (aquela que fica visível na peça) passaram de R$ 1 por cone para R$ 3,50.

O executivo calcula que, em média, os tecidos estejam 40% mais caros desde março de 2020, o que o levou a ajustar também o preço final das peças, que dobrou. “Os clientes se assustam e acham que eu estou aumentando o lucro ou me aproveitando”, afirma. “Até proposta aberta a gente tem usado para negociar, na qual eu mostro todos os custos de produção para o cliente entender que minha margem não mudou”.

Parte dos novos problemas dessa cadeia tem também relação com as diretrizes industriais chinesas, que pegam em cheio produtos considerados poluentes.

No fim de setembro, 161 fábricas de tecidos e tingimento da região de Zhejiang, onde cerca de 30% da indústria têxtil da China funciona, foram obrigadas a paralisar a produção. Segundo a agência Caixin, a ordem foi suspensa depois de alguns dias, mas há pressão por redução no consumo.

O efeito dessas medidas sobre a produção brasileira chega por meio de tecidos sintéticos, como viscose, poliéster e elastano. O preço desse último subiu quatro vezes em um ano.

Yoni Stern, diretor-executivo da Focus Têxtil, diz que as fábricas chinesas começaram a renegociar, em outubro e novembro, negociações de pedidos fechados em julho e agosto e com adiantamentos já pagos.

Afirmavam, ele conta, que se os preços mínimos não subissem de 10 a 20 centavos (em dólar), as tinturarias cancelariam as remessas. Havia ainda a pressão da tradicional pausa na produção e nas negociações durante as celebrações do Ano Novo Lunar, que começa no meio de janeiro e segue até o início de fevereiro.

A empresa brasileira decidiu manter as compras, mesmo com um custo maior. “Essas mercadorias estão para chegar e vão chegar bem mais caras. Vai ser difícil para o setor repassar, principalmente no mercado popular”, afirma.

Para a Volk, que produz uniformes, a oferta de cores escuras praticamente sumiu, pela mesma razão. As fábricas estão com dificuldades para comprar corantes, produzidos majoritariamente em China e Índia. No geral, diz Zafra, faltam tecidos em preto, azul marinho e royal, e verde escuro.

A rotatividade de cores e tipos de tecidos não é incomum na indústria de roupas, mas o prolongamento da pandemia chegou também a itens básicos e reduziu a regularidade na oferta. Um azul disponível hoje pode sumir do estoque amanhã e não voltar. O roxo em falta nesta semana pode acabar sendo diferente do que vai entrar em estoque no próximo mês.

Marla Tassiana, da Libe, diz que passou a priorizar no planejamento o que os fornecedores têm para pronta entrega. “Ficamos três meses sem uma calça no estoque, porque não conseguimos comprar linho natural sem tingimento. Em cinco anos, foi a primeira vez que ficamos sem ela.”

As grandes redes não escaparam dos problemas, mas têm capacidade maior de absorção. O pool de peças e a própria rotatividade de coleções, típicas das fast fashion, amortecem mais a desmobilização.

O consumo ainda enfraquecido também ajuda a não faltar produto. Edmundo Lima, diretor-executivo da Abvtex (Associação Brasileira do Varejo Têxtil), diz que a desorganização tem exigido das varejistas mais replanejamento. A entidade representa as principais redes, como Renner, Marisa e Pernambucanas.

“As empresas precisam de forte gestão de estoque porque isso demanda muito capital de giro e o consumidor não está respondendo”, afirma. Segundo o executivo, a alta de 10% nos preços até dezembro foi o pico de elevação e não deve avançar.

“A gente sente que o consumidor não suporta nenhum novo repasse de preços, então a cadeia vai ter que encontrar alternativas”, afirma. Além dos preços de algodão, fibras sintéticas e aviamentos mais altos, o perfil do ano também é visto como desfavorável, com eleições e Copa do Mundo no fim ano, período tradicionalmente de bons negócios para o setor.

Para Fernando Pimentel, da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil), a combinação de pressões deixa a indústria têxtil sob risco pela impossibilidade de repassar preços. A alta do algodão fez com que o custo da fiação passasse de 50% do custo, em média, para cerca de 70%.

Indústria têxtil em 2021

Projeções da Abit

R$ 194 milhões

Em faturamento

R$ 16,5 bilhões

Em impostos recolhidos

24,6 mil

Empresas com mais de cinco empregados

1,3 milhão

Empregos diretos

US$ 1,06 bilhão

Em exportações

US$ 5,16 bilhões

Em importações

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Assuntos fornecedores, indústria têxtil, pandemia de coronavírus
Cleber Oliveira 17 de fevereiro de 2022
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