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© 2022 Amazonas Atual
Sandoval Alves Rocha

Os nossos holocaustos

28 de janeiro de 2022 Sandoval Alves Rocha
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No dia 27 de janeiro de 1945 as tropas soviéticas libertavam o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia. Nesta data se comemora o Dia Internacional em Memória às Vítimas do Holocausto. Estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2010, a data lembra a tragédia ocasionada pelo antissemitismo incorporado pela Alemanha, principalmente nas décadas de 1930 e 1940, ao implantar uma política de Estado voltada à perseguição e extermínio de judeus, mas que também vitimou ciganos, homossexuais, comunistas, testemunhas de Jeová, deficientes físicos e mentais, opositores políticos e outros grupos.

Praticado pelo Partido Nazista e por Adolf Hitler (1889 – 1945), o antissemitismo alemão partia do pressuposto de que a raça alemã era superior e de que os judeus eram os responsáveis por todos os males da sociedade alemã. O discurso nazista, aliado à doutrinação realizada na sociedade, tornou os judeus bodes expiatórios e vítimas de extrema violência, não só por parte do governo, mas também pelos civis. O ódio e a perversidade colocados em curso através de diversas maneiras causaram a morte de seis milhões de judeus, entre homens, mulheres e crianças.

Entre outras brutalidades, o ódio nazista aos judeus levou a criação de campos de extermínio e campos de concentração. Os primeiros tinham a função de assassinar os prisioneiros e os outros realizavam horrores como jornada de trabalho extenuante, maus-tratos diários e péssimas condições de higiene. As vítimas ficavam em alojamentos abarrotados de pessoas e eram mal alimentados. Execuções sumárias eram praticadas como forma de tortura psicológica, além de execuções nas câmaras de gás.

Boa parte destas práticas mortíferas é bem conhecida no território brasileiro por diferentes pessoas e em distintos tempos e lugares. O genocídio dos povos indígenas existe desde os tempos da colonização portuguesa com a implementação do cultivo da cana-de-açúcar na costa litorânea. Trata-se do extermínio de múltiplos povos, tanto pelos conflitos violentos quanto pelas doenças trazidas pelos europeus. Atualmente, este genocídio persiste com o negligenciamento dos direitos indígenas.

Em 1500, a população indígena era de aproximadamente cinco milhões de pessoas no Brasil, mas de acordo com o senso demográfico de 2010 (IBGE), há 896,9 mil indígenas no país. O genocídio indígena perdura pelo desrespeito às demarcações de terras, além de ataques às comunidades tradicionais, principalmente por parte de fazendeiros e garimpeiros, mas também decorre da omissão do governo federal que tem ignorado os males causados pela Covid-19.

Na Amazônia, o processo de extração da borracha adotado pelo governo brasileiro entre os anos 1870 e 1920 e durante a Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945) constitui outra experiência que lembra o holocausto judeu. Apenas no primeiro período, mais de trezentos mil nordestinos foram utilizados como mão-de-obra escrava nos seringais amazônicos usufruindo de péssimas condições de vida em favor da economia global da borracha e produzindo o luxo ostentado por uma pequena elite no Brasil e da Amazônia.

Esta experiência muito se assemelha aos campos de concentração poloneses, que desfiguravam o ser humano, submetendo-os à humilhação, à escravidão e ao extermínio em massa. Além dos recursos naturais extraídos neste período, destaca-se a extração do sangue e do suor de milhares de migrantes, que desfaleceram nas florestas amazônicas sem poder resistir às doenças e aos enganos do modo de produção adotado e estimulado pelo governo.

A atuação governamental da Alemanha que produziu o holocausto judeu alude também à atual política mortífera implantada pelo governo brasileiro no que diz ao tratamento da Covid-19. O negacionismo, a corrupção, a negligência, a morosidade, a indicação de remédios sem eficácia e a retenção de recursos para o combate da doença mostram que a mentalidade doentia, destruidora e egoísta ainda ocupa grande espaço na sociedade brasileira. Diante da tragédia prevista e hoje consubstanciada em 630 mil mortes e 25 milhões de casos confirmados, é impossível não associarmos ao Holocausto Judeu, que foi planejado e colocado em curso de forma sistemática.

O enfraquecimento da democracia e o desprezo dos direitos humanos anunciam tragédias como o holocausto judeu. Nos últimos anos, o Brasil tem dado passos perigosos neste caminho sendo já afetado por fenômenos como aumento da fome, ataques às instituições democráticas, ameaças de intervenção militar, eliminação de direitos sociais, intimidação da sociedade civil, devastação ambiental (Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica), expansão da pobreza e da desigualdade social.

Que erros históricos como o holocausto judeu nos ajudem a prevenir as tragédias no nosso país, embora muitas delas já sejam irreversíveis. Que a lembrança dos nossos holocaustos nos façam mais humanos, pois a consciência do mal que somos capazes de fazer talvez nos convença do bem que podemos e devemos realizar para melhorar as nossas sociedades, fazendo-as mais fraternas, justas e ambientalmente sustentáveis.


Sandoval Alves Rocha é doutor em Ciências Sociais pela PUC-RIO. Participa da coordenação do Fórum das Águas do Amazonas e associado ao Observatório Nacional dos Direitos a Água e ao Saneamento (ONDAS). É membro da Companhia de Jesus/Jesuítas e professor da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP).

Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

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Assuntos Amazônia, brasil, genocídio, holocaustos, memórias do holocausto, Polônia
Murilo Rodrigues 28 de janeiro de 2022
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