O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Augusto Barreto Rocha

Quando faltam dados, sobra incerteza na Amazônia

6 de julho de 2026 Augusto Barreto Rocha
Compartilhar


MANAUS – Há muitas incertezas sobre a seca de 2026 na Amazônia. Afinal, é fácil afirmar que haverá seca. O difícil é afirmar quão severa será, até mesmo porque o ciclo de cheia do Rio Negro em Manaus ainda não foi concluído e, pelo menos até aqui, o que é observado é algo rigorosamente na média ou um pouco acima dela. Entretanto, resultados médios não atraem atenção para a previsão do tempo ou das cheias e vazantes.

Existe um elemento de destaque que é a fumaça no ar de Manaus, o que demonstra que há queimadas aqui perto e que a chuva não dissipou nem o fogo, nem a fumaça. É lamentável voltar a perceber queimadas perto da capital do Amazonas.

O El Niño foi escolhido como o grande vilão das secas severas de 2023 e 2024, porque havia um evento classificado como “Forte” (+1,5 a 1,9ºC). Estas secas provocaram rios intransitáveis e restrições para navios de grande porte para Manaus, o que levou a sobrecustos logísticos superiores a R$ 1,4 bilhões.

Muito foi feito para tentar entender estes fenômenos, mas pouco recurso público foi alocado para entender a questão. Até os recursos de monitoramento dos rios foram contingenciados, afinal, para os gestores públicos, em nome da “responsabilidade orçamentária”, é prudente parar a ciência. É um fenômeno estranho: nos momentos em que necessitamos de mais pesquisa, o hábito brasileiro é interromper a pesquisa científica. Afinal, isso não tem visibilidade e crises climáticas dão a impressão de serem aleatórias, mesmo que não sejam.

Sem monitoramento faltam dados e o que foi feito: reduziu-se o monitoramento. Sem dados, não há como fazer planejamento. O desafiador do país não é a falta de capital intelectual, mas a falta de capacidade de gastar recursos onde é necessário. O problema não são as crises climáticas que virão, mas a decisão de não fazer prevenção ou estudos dos impactos do clima.

Depois gasta-se muito, mesmo sem orçamento, com as emergências. A região Amazônica segue sendo percebida como um fazendão ao invés de um bioma relevante, com mais de 25 milhões de habitantes e cerca de metade da área do país.

Com base em boletins e apresentações realizadas por pesquisadores do SGB (Serviço Geológico do Brasil) e do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), o Rio Negro já apresenta sinais de 1,5m abaixo do período do El Niño de 2015, que foi muito forte (Renato Senna, INPA) e o Rio Solimões em Tabatinga desce a um ritmo diário que se aproxima rapidamente das mínimas históricas (relatório do SGB de 30/06/2026). Estes são os sinais mais extremos, enquanto existem vários outros dentro da média histórica.

A imprevisibilidade por vezes amedronta. Mas o que me inquieta é o quanto não nos movemos como sociedade para pesquisar e entender a mudança climática e seus efeitos em nossas vidas. Estamos distraídos e concentrados no que não interessa.

Estamos atentos com opiniões e rumores, em shows e questões midiáticas que nos afastam seja do mundo real dos ônibus e das viagens infindáveis das cidades, seja do mundo que é possível prever. Estamos concentrados no que não interessa, para não olharmos o que interessa. E assim a Amazônia segue como potencial e a seca trará oportunidades para uma grande crise e alguns poucos se aproveitarão dela, mas milhões pagarão por seu impacto em suas vidas e em seus bolsos.


Augusto César Barreto Rocha é doutor em Engenharia de Transportes (COPPE/UFRJ), professor da UFAM (Universidade Federal do Amazonas), diretor adjunto da FIEAM, onde é responsável pelas Coordenadorias de Infraestrutura, Transporte e Logística.

Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

Notícias relacionadas

Amazônia é ‘sala de aula’ para entender e enfrentar mudança climática

Estudo sobre terras raras identifica reservas minerais na Amazônia

Conab e BNDES divulgam resultado de chamada para o Amazônia Viva

BNDES destina R$ 45 milhões para prevenir incêndios na Amazônia

Prospera Amazônia financiará negócios em 9 municípios do AM

Assuntos Amazônia, El Niño, incertezas, seca
Murilo Rodrigues 6 de julho de 2026
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Floresta amazônica: maioria dos brasileiros não conhece a região (Imagem: YouTube/Reprodução)
Dia a Dia

Amazônia é ‘sala de aula’ para entender e enfrentar mudança climática

6 de julho de 2026
Minerais críticos explorados no Brasil; país tem a segunda maior reserva global de terras raras (Foto: SGB/Divulgação)
Economia

Estudo sobre terras raras identifica reservas minerais na Amazônia

4 de julho de 2026
O valor será para aquisição meios de transportes que ajudam no escoamento de produtos (Foto: Funai / MPI)
Economia

Conab e BNDES divulgam resultado de chamada para o Amazônia Viva

4 de julho de 2026
Seca afeta todos os municípios do Amazonas (Foto: Defesa Civil/Envira/Divulgação)
Dia a Dia

BNDES destina R$ 45 milhões para prevenir incêndios na Amazônia

3 de julho de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?