

Por Thiago Gonçalves, do ATUAL
MANAUS – O senador Omar Aziz (PSD), que disputará o segundo turno para o Governo do Amazonas contra Maria do Carmo Seffair (PL), afirmou neste domingo (4) que vai reunir aliados do interior e buscar o diálogo com os grupos que participaram da disputa no primeiro turno. Segundo ele, a nova etapa da eleição deve ser pautada por propostas e por um programa de Estado. Omar Aziz deu entrevista a emissoras de televisão em casa, enquanto acompanhava a apuração dos votos.
“Essa semana mesmo eu vou ter uma reunião com todos os aliados do interior. Vou pedir para todos virem para cá”, afirmou Omar. “Mas conversar em cima de propostas, de plataforma, em cima de programa de Estado. Nós não temos que ter mais projeto de governo, nós temos que ter um programa de Estado”, acrescentou.
Omar também afirmou que considera a disputa do segundo turno uma nova eleição e espera ampliar a comunicação com o eleitor. “O segundo turno é uma outra eleição, a primeira já passou”, afirmou. Segundo ele, os candidatos terão o mesmo tempo de propaganda eleitoral para apresentar propostas e projetos.
Omar afirmou que a experiência política e as relações firmadas ao longo dos anos podem influenciar a votação. “Na capital vai ficar muito dividido, como foi agora no primeiro turno. E no interior, aí conta o legado que você já deu, as relações que você tem, isso conta muito”, disse.
O senador também defendeu uma campanha sem confrontos pessoais. “Nenhum é inimigo meu, eu não tenho inimigos. Eu tenho adversários, adversários a gente põe de vista”, afirmou. Para ele, o próximo governador precisará governar com diferentes grupos políticos. “Você não governa sozinho, você governa somando. Quem divide não governa, quem divide não soma”.
Propostas
Omar afirmou que pretende concentrar o segundo turno em temas como segurança, saúde e educação. “Nós temos que retomar o crescimento do Estado, nós temos que retomar áreas de atividade, como segurança, saúde, educação”, declarou.
Ele também citou a reforma tributária como um dos principais desafios para o próximo governo. Segundo Omar, a mudança na forma de arrecadação, com a transferência da cobrança da origem para o destino, exigirá ajustes no Estado até 2032.
Na saúde, citou o aumento da fila do Sistema de Regulação (Cisreg) como um problema que precisa ser enfrentado. Omar relatou ter conversado neste domingo com uma mulher que aguardava havia oito meses por uma ultrassonografia. “Hoje mesmo, uma senhora lá no Parque 10 disse que estava há oito meses tentando fazer um exame de ultrassonografia”.
Omar também confirmou que pretende participar do debates do segundo turno marcado para 25 de outubro.
