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Pontes Filho

Obscurantismo informacional

30 de novembro de 2015 Pontes Filho
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É cada vez mais evidente que o volume de informação disponível não é garantia de democracia, de liberdade, de tolerância nem de esclarecimento. Pelo contrário, a enxurrada de informação parece estar levando as sociedades a um novo tipo de obscurantismo. Uma espécie de obscurantismo que se serve da informação, de meios de tecnológicos e redes sociais para operar em favor da violação a direitos, da violência, do crime e do terror. Chama-se obscurantismo informacional.

Mesmo sendo abundante, a informação é de má qualidade, preconceituosa, discriminatória, fomentadora de ódio, de violência simbólica, de bullying, de condutas viciadas e, muitas vezes, perigosamente criminosas. O obscurantismo informacional pode chegar a precarizar a qualidade cognitiva das pessoas a ele expostas, prejudicando o discernimento lúcido. Chega a alienar o indivíduo e a usar o mesmo como agente de irracionalidades e de ódios sanguinários, que naturalizam a violência, o crime, o preconceito, a violação a direitos fundamentais e o terror. Na realidade, é possível atualmente deparar-se com comunidades continentais de lixo simbólico que dão guarida e difundem o obscurantismo informacional.

O lixo simbólico se expressa sob diversas formas, produz consequências impactantes sobre crianças, adolescentes, jovens e desavisados adultos. Infecta grande parte dos veículos de mídia, de imprensa, de aparelhos de tecnologia da informação (celulares, computadores, tablet’s). E se expande rapidamente no espaço virtual das chamadas redes sociais e aplicativos que permitem interatividade em tempo real.

É comum o uso indevido desses aparelhos e recursos interativos, digitais ou não, sob a desculpa do exercício da liberdade de expressão, para violar os direitos de indivíduos e instituições. Seja no ambiente em que trabalham seja no meio social, profissionais e pessoas em geral são cada vez mais frequentemente alvo de ataques repugnantes (calúnias, difamações, injúrias, discriminações, preconceito, assédio moral etc). Desrespeitando o direito alheio ao usufruto dos direitos fundamentais, à dignidade humana, à imagem, ao devido processo legal, difundem-se sem qualquer fundamento de verdade ondas de ataques e ofensas a pessoas, a funcionários, a grupos e a instituições.

Sem base alguma em fatos reais e nem sequer a consulta prévia à parte atacada, parte-se para execrações ou linchamentos públicos virtuais de indivíduos, de profissionais, de grupos, de coletividades, de empresas e de órgãos, fomentando contra estes um ódio injustificado, oposições irracionais, condutas destrutivas que contaminam comunidades virtuais inteiras, incitando, com isso, pessoas e grupos à violência, ao preconceito, à intolerância, ao terror institucional e social.

Importa lembrar ainda das fraudes, dos golpes e dos crimes praticados via celular e via internet, inclusive a partir do interior dos presídios. Um obscurantismo informacional, que mesmo na era virtual, conduz à insegurança, à violência, ao crime e ao terror o mundo real. Um bárbaro primitivismo, equiparável à tradição anterior à “lei de talião”, que produz a obscena “injustiça com as próprias mãos”, agora também via eletrônica.

O terrorismo de opinião, comumente anda alinhado ao terror político, ideológico e social, frequentemente é restrito a pequenos grupos fundamentalistas, dogmáticos ou fanáticos, geralmente ultra-radicais. Quando alcançam maior repercussão e envolvem multidões geram tragédias e crises humanitárias, como as provocadas pelo stalismo, o nazismo e o fascismo.  Atualmente, convive-se com o modelo truculento dos extremistas do autodenominado estado islâmico. O terror simbólico e de opinião é potencializado pelo obscurantismo informacional, sobretudo ao alcance das redes sociais e de ferramentas de interatividade em tempo real.

Mídias, veículos de imprensa e diversos meios de informação, sem critério ou qualquer escrúpulo, fazem uso político dessas ferramentas com o objetivo de manipular a opinião pública e a sociedade de maneira geral. As redes sociais e a internet, via enxurrada de informação viciadas ou de péssima qualidade, são instrumentalizadas para sabotar pessoas, grupos, empresas, órgãos públicos, coletividades e instituições. É o obscurantismo informacional servindo para o entorpecimento ideológico e político da opinião pública e da sociedade, tendo como base o lixo simbólico, o assédio moral, a injúria, o preconceito.

Nesse cenário, corre-se o risco de causar graves danos à ordem pública e de sabotar o efetivo interesse coletivo para ceder a pressões de certas corporações ou bandos organizados para praticar saques e fraudes diversas. Geralmente, tais grupos ou organizações almejam satisfazer a todo custo seus interesses sem qualquer respaldo legítimo da população, sem respeitar o devido procedimento político e legal previsto, ferindo assim os princípios da administração pública e os fundamentos do regime democrático. Tais grupos, corporações, bandos ou quadrilhas objetivam principalmente obter vantagens indevidas e locupletar-se de recursos públicos. A limitação ou fraqueza dos governantes em dar respostas à altura a essas táticas de obscurantismo informacional, manipuladas politicamente por corporações, pode levar à desintegração do pacto social ou institucional vigente. E conduzir a ordem e o interesse público a se sujeitarem a perniciosas corporações.

Reafirme-se que não se trata de ser contrário à modernização da tecnologia da informação, à liberdade de imprensa, ao refinamento das mídias, redes e veículos de comunicação social, mas apenas de chamar a atenção para os nocivos efeitos do causados pela grande onda de obscurantismo informacional em curso, o qual viola direitos fundamentais individuais, coletivos e sociais, impactando a segurança pública e o regime político de orientação democrática. Talvez o marco civil da internet, aprovado ano passado pelo legislativo brasileiro, possa contribuir para proteger os direitos fundamentais no país.

É imprescindível enfrentar e dissipar a nova era de medievalização em curso, agora marcada não pela escassez e proibição do acesso à informação, mas pela enxurrada de informação de péssima qualidade, geradora de ódio, injúrias, intolerância, discriminações, crime e terror. O obscurantismo informacional encontra “terreno fértil” quando da permissividade à futilidade, à violência, ao lixo simbólico, ao adestramento ideológico, ao consumismo delirante, à incitação ao golpismo político e outras práticas que obscurecem a cognição humana. Enfim, o obscurantismo informacional precariza a autonomia cognitiva e o discernimento lúcido tão necessário à vida em sociedades livres, justas e solidárias.


Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

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Assuntos Imprensa, informação, Pontes Filho
Valmir Lima 30 de novembro de 2015
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