O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual


Follow Up

O liberalismo econômico e a Zona Franca de Manaus – Parte II

21 de fevereiro de 2019 Follow Up
Compartilhar

A Follow Up traz a segunda parte da entrevista com o empresário Jaime Benchimol. Primeira parte foi publicada na semana passada. Confira.

FUP: Então, para onde vamos? Quais as nossas alternativas? Quais as nossas vocações?

JB: O PIM – Polo Indústria de Manaus fatura cerca de R$80 bilhões e agrega em valor regional cerca de 20%-25%, i.e., R$16 a R$ 20 bilhões à economia do Amazonas. Porém, no cenário mais pessimista metade das indústrias ainda irá sobreviver e assim precisamos substituir algo como 50% ou R$10 bilhões em valor agregado. O primeiro atrativo é a mineração que pode gerar cerca de R$6 bilhões de valor agregado adicional com a exploração de petróleo, gás, estanho, calcário, potássio, ouro, caulim, nióbio, urânio, tântalo, terras raras, etc. Outra vocação é o turismo, que podemos multiplicar por quatro o número de turistas/ano (atualmente 200mil). Com isso, geraríamos R$ 2 bilhões de valor agregado. Fizemos muito pouco nessa área até aqui. Nossas principais âncoras são o Teatro Amazonas, construído na gestão Eduardo Ribeiro em 1896 e o Encontro das Águas, feito por Deus. O Festival de Parintins sobrevive com generosos subsídios. Temos outros ventos folclóricos e talento de sobra para gerar alegria, nem tanto para produzir tecnologia. Temos que preparar a cidade para destino de cruzeiros. Faltam observatórios de floresta, teleféricos, aquários, jardins botânicos, orquidários, zoológicos, serpentários, museus indígenas, museus de ciências naturais, observatórios de pássaros, zip-line, tirolesas, eventos aquáticos, caiaques, motonáutica, natação, corridas, trilhas, torneios de pesca de tucunaré etc. Além de tudo isso, temos vocações efetivas para agricultura, fruticultura, piscicultura e daí podemos amealhar R$ 1.5 bilhão em valor agregado pois o segmento de alimentos apenas no Amazonas adquire cerca de R$ 40 bilhões por ano em compras do restante do Brasil. Para aumentarmos a produção podemos estruturar corredores de agropecuários ao longo das estradas: BR-174, BR-319, AM-010, AM 70 que possuem boa pavimentação e eletrificação. A logística de grãos produzidos no Mato Grosso e destinados à exportação pode representar até R$ 1.5 bilhão adicionais de valor agregado se alcançarmos 10mm ton/ano de transporte e armazenagem. E há ainda os produtos extrativos da floresta, especialmente a madeira, que pode agregar até R$ 1 bilhão/ano se mudarmos a legislação ambiental que criou riscos e custos excessivos aos produtores. A construção naval pode contribuir com até R$ 0.5 bilhão de valor agregado em produção de balsas, empurradores, embarcações de transporte e de lazer pois temos na Amazônia mais de 200 mil embarcações em circulação. Por último, devemos trabalhar para que instituições de apoio a geopolítica como o Comando Militar da Amazônia, a Base Naval e a Base Aérea se sintam acolhidas pois elas podem agregar cerca de R$ 0.5 bilhão anualmente a nossa economia. No total podemos chegar a um total de cerca R$ 13 bilhões e assim substituir mais da metade do que é anualmente gerado de valor pelo Polo Industrial de Manaus em um prazo de 10 a 20 anos.

FUP: E por que esses investimentos não estão acontecendo?

JB: Essa resposta remete a uma reflexão mais profunda que sugerem premissas liberalizantes (e polêmicas) para estimular a economia do Amazonas e da Amazônia. A primeira delas considera que o modelo econômico atual do estado do Amazonas baseado principalmente nos benefícios fiscais da ZFM produziu resultados muito positivos ao longo de 50 anos, mas é frágil e difícil de sustentar no futuro diante das pressões por maior eficiência e abertura econômica e também em razão das mudanças tecnológicas. Essa modelagem fiscal nos tirou a iniciativa sobre nosso futuro. É hora de priorizar as nossas verdadeiras vocações e depender menos do estado brasileiro.

FUP: Por que espantamos novos investidores?

JB: O modelo institucional atual criou barreiras ambientais, legislativas, regulatórias, culturais que desestimulam os investimentos privados ao mesmo tempo que o setor público se mostra incapaz e incompetente em realizar investimentos produtivos e viáveis. A promoção da competição, a liberdade de empreender, o bem-estar do consumidor e o retorno ao investidor são os conceitos centrais desse projeto.

FUP: A chave de segurança, então, passa pela redução da máquina pública?

JB: Temos que responder à seguinte pergunta: É possível estimular o investimento e o crescimento econômico sem usar recursos públicos e sem depender tanto de autorizações federais? A grande maioria das atividades econômicas, inclusive de infraestrutura podem ser feitas com investimentos privados. Vejamos o que aconteceu no Pará, onde uma série de investimentos de portos e balsas de grãos na Amazônia saíram do papel. Os amazonenses, amazônidas, brasileiros e estrangeiros que desejem investir na Amazônia devem receber o mesmo tratamento. E mais:  os amazonenses têm o direito de usar uma parcela maior do seu território para assegurar o seu futuro. Sugiro usarmos até 7.5 milhões de ha ou 5% da área de floresta, lagos e rios (ao invés dos 2% utilizados atualmente) para aproveitar e explorar o potencial econômico do estado. Nosso posicionamento atual a favor de uma economia verde tem nos tornado reféns do ambientalismo radical.

FUP: Dá a impressão que removeram o fator humano do centro das prioridades governamentais?

JB: O homem, e a geração atual, não pode deixar de ser parte central da equação e do modelo que queremos construir para o nosso futuro. O papel central do estado e das instituições públicas e privadas, para este projeto, é remover os obstáculos que atualmente elevam demasiadamente os custos, o tempo e os riscos para o empreender na região com intrincadas licenças ambientais, LI, LO, Iphan, PMM, Ipaam, condicionantes de licenças, etc., etc… Os direitos a exploração de atividades econômicas inerentes ao poder público que não puderem ser desregulamentados, deverão ser privatizados através de leilões e licitações de forma transparente, uniforme e ágil nos níveis municipais, estaduais e federais evitando-se a concessão de privilégios que distorcem a boa alocação de recursos.

*Jaime Benchimol é empresário Amazonense, Mestre em Economia, Berkeley, Universidade da Califórnia e vivenciou no cotidiano familiar as reflexões e sabedoria de Samuel Benchimol, seu genitor.

Esta Coluna é publicada às quartas, quintas e sextas-feiras, de responsabilidade do CIEAM. Editor responsável: Alfredo MR Lopes. [email protected]

Notícias relacionadas

UEA abre 60 vagas para especialização em reforma tributária

Fiesp alega na Justiça que benefício da ZFM pode tirar indústrias de outros estados

A ação da Fiesp e o desafio de uma política industrial menos concentrada

Braga reage a ação da Fiesp contra a Zona Franca de Manaus

Governador e vice do AM criticam nova ameaça contra à Zona Franca

Assuntos Cieam, Fieam, Liberalismo, Zona Franca de Manaus
Cleber Oliveira 21 de fevereiro de 2019
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Aulas serão na Escola Superior de Ciências Sociais da UEA (Foto: UEA/Divulgação)
Serviços

UEA abre 60 vagas para especialização em reforma tributária

22 de maio de 2026
suframa
Economia

Fiesp alega na Justiça que benefício da ZFM pode tirar indústrias de outros estados

19 de maio de 2026
Augusto Barreto Rocha 2023
Augusto Barreto Rocha

A ação da Fiesp e o desafio de uma política industrial menos concentrada

18 de maio de 2026
Senador Eduardo Braga
Economia

Braga reage a ação da Fiesp contra a Zona Franca de Manaus

15 de maio de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?