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Esporte

Nuzman minimiza doença em cavalos em evento-teste do hipismo no RJ

6 de agosto de 2015 Esporte
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Hipismo pan toronto Foto Luis Ruas  Divulgação CBH

RIO DE JANEIRO – A polêmica em torno da possível contaminação de cavalos por mormo, doença bacteriana que exige o sacrifício dos animais portadores, foi minimizada por autoridades durante a abertura do Centro de Hipismo, em Deodoro, zona norte do Rio de Janeiro, para o evento-teste dos Jogos Olímpicos de 2016.

Enquanto o prefeito Eduardo Paes não quis comentar o assunto, o presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, ressaltou que as provas que começam na sexta-feira foram autorizadas pela Federação Internacional de Hipismo.

“Estamos em uma posição absolutamente segura”, disse Nuzman. Já a gerente de Serviços Veterinários do Comitê Rio-2016, Juliana Freitas, afirma que não houve desistência da participação no evento-teste por parte de cavaleiros devido ao mormo.

“Não participaram cavalos estrangeiros por causa do alto custo de transporte envolvido (que seria pago pelo próprio cavaleiro). Somos prudentes. A melhor maneira de evitar doença de cavalo é não ter cavalo. Instalamos o vazio sanitário. Não temos como ter doença de cavalo sem termos cavalo. Nós nos preparamos para o improvável”, declarou Juliana. Ao todo, 20 animais, todos brasileiros, vão competir no evento-teste, que se estende até domingo.

O mormo passou a ser uma preocupação em Deodoro depois que um animal mantido nas instalações de hipismo do Exército recebeu resultado positivo em um exame que constatava a doença. Esse animal e mais um cavalo foram postos em isolamento em Cananéia, São Paulo, onde são observados.

Outros 565 animais que vivem no Complexo Militar de Deodoro estão mantidos em isolamento da área de vazio sanitário delimitada para a competição e foram submetidos a exame de Western Blotting para diagnosticar a doença. De acordo com o Ministério da Agricultura, os resultados saem em outubro.

O cavaleiro Márcio Carvalho, prata nos Jogos Pan-Americanos de Toronto e inscrito para o evento-teste, afirmou que os exames para detecção de mormo entre cavalos da Vila Militar já eram conhecidos entre cavaleiros e não causaram preocupação.

“Já se sabia bastante de tudo isso que vem acontecendo de mormo. Isso vem sendo controlado e cuidado há muito tempo. Eu acho que isso não influenciou na presença de atletas”, disse o cavaleiro, que elogiou o controle das baias onde ficam os cavalos, local onde só entram cavaleiros, veterinários e tratadores. “Em competições de hipismo normalmente é assim. Aqui está sendo mais [rigoroso] até”.

(Estadão Conteúdo/ATUAL)

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Assuntos Amazonas Atual, brasil, cavalos, doença, Hipismo, Jogos Olímpicos, Olimpíadas, Rio 2016
Valmir Lima 6 de agosto de 2015
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