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Economia

Novos veículos elétricos caem no gosto popular, mas enfrentam regulamentação

21 de junho de 2019 Economia
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Patinete foi precursor das city cocos, motos elétricas (Foto Tomaz Silva/ABr)

Por Francesca Angiolillo, da Folhapress

SÃO PAULO-SP – Enquanto ainda se debate a regulamentação do aluguel de patinetes em São Paulo, novos veículos elétricos despontam nas ruas. Versões evoluídas das patinetes que o paulistano já se habituou a ver cortando seu caminho vêm dando as caras sobretudo nas ruas das zonas oeste e sul da cidade.

Com pneus largos, assento e guidão alto, as ‘city cocos’, como são conhecidas, podem, à primeira vista, ser confundidas com motonetas. Tecnicamente, porém, continuam sendo patinetes como as que se alugam por aplicativo. A brasileira Goo Elétricos, no mercado desde abril de 2018, fabrica na China modelos de veículos movidos a bateria.

Em seu site, chama as ‘city cocos’ de ‘scooters’, nome associado a lambretas no Brasil e a patinetes nos EUA. Mas há também patinetes comuns, como as alugadas pela Grow e pela Scoo, e triciclos motorizados como os disponíveis para idosos e pessoas com problemas de mobilidade em shoppings.

Revendedora da marca, a Eletric Move anuncia nas redes sociais as vantagens de uma ‘city coco’: para dirigir um veículo desse tipo, não se exige habilitação, não se paga IPVA nem gasolina. “Você se movendo com sustentabilidade, CO zero! Totalmente elétrico, não prejudica o planeta!”, apregoam as postagens da revenda.

A roda mais larga (o triplo da rodinha da patinete comum), a plataforma ampliada para acomodar os pés de quem vai sentado, o banco e o guidão ergométrico, diz Marcelo Mega, da Eletric Move, dão mais conforto e segurança que as similares de aluguel.

Como estas, porém, as ‘city cocos’ só podem circular em ciclovias, ciclorrotas e em ruas dentro do limite de 20km/h, como estabelece resolução do Contran de 2013. Somando a essa regra o decreto provisório da prefeitura que regula o uso das patinetes na cidade, os usuários têm ainda de se ater a vias de velocidade limitada a 40 km/h e usar capacete.

Por isso, para usar uma das patinetes incrementadas que a Mega vende é preciso escolher os modelos que têm limitador de velocidade para 25 km/h – ainda assim, note-se, um pouco acima do limite máximo estabelecido.
Mega diz que, se vier uma determinação de que ‘city cocos’ sejam emplacadas, as dele “estão totalmente prontas”, com equipamentos adequados às normas de trânsito. Um modelo básico vem com banco de passageiro com encosto, retrovisores, buzina, farol de LED, freio a disco e som bluetooth e promete uma autonomia de 50 a 70 km.

O valor inicial beira os R$ 8 mil, mas, como um automóvel, as ‘city cocos’ podem ser personalizadas com opcionais, como rodas cromadas, chegando até R$ 12.900.

Mega começou a vender as ‘city cocos’ em sua loja em dezembro. Desde então, ele estima que as vendas venham crescendo de 10% a 15% ao mês –hoje estão em 120 unidades mensais, diz ele. “O público para quem a gente vende bem é na região do Itaim”, diz, “gente que faz percursos curtos, de três, quatro, cinco quilômetros” e não quer “problema de estacionamento, de ficar no trânsito parado”.

Quem não quer ter seu próprio veículo elétrico, mas não quer ir de pé numa patinete comum, pode ainda se valer do aluguel de scooters – no sentido tradicional do termo. As motocicletas da Riba Share, serviço de compartilhamento que funciona desde dezembro, rodam num perímetro de 26 km², também entre as zonas sul e oeste.

Segundo Ricardo Cabral, CEO da holding Riba Brasil, que detém o serviço, a ideia é expandir para 70 km² e o número de scooters para 1.000 durante este primeiro ano – eles começaram com 50 veículos, hoje são 100.
O público da Riba é semelhante ao que busca as ‘city cocos’, mas com uma limitação adicional – pois, como qualquer moto, as do serviço requerem habilitação do tipo A.

Diferentemente de outras motocicletas, porém, a velocidade dos veículos da Riba não passa de 50 km/h, para evitar que os usuários desrespeitem o limite estabelecido para muitas das vias da cidade. Elas também não têm câmbio nem chave – ligam e desligam mediante aplicativo. Todas têm capacete e touca descartável para usá-lo, e o usuário só consegue finalizar a corrida se recolocar o equipamento do bagageiro.

Os primeiros dez minutos de uso saem por R$ 5,90, e o minuto adicional custa R$ 0,75 – mas a empresa já oferece pacotes com desconto, de 50, 200 e 500 minutos. Hoje, segundo Cabral, o serviço conta com uma base de 20 mil usuários cadastrados.

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Assuntos patinetes, veículos elétricos
Cleber Oliveira 21 de junho de 2019
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