No AM, 42% das cidades têm gestão educacional com deficiência crítica

Censo mostra que maioria dos professores está na educação básica no País (Foto: Tânia Rêgo/ABr)

tlas mostra grau de gestão escolar no ensino público dos Estados (Foto: Tânia Rêgo/ABr)

BRASÍLIA – No Estado do Amazonas, a gestão da educação em 22 municípios é classificada como ‘ineficiência crítica’. Apenas cinco são eficientes em gestão educacional, enquanto 24 têm ‘ineficiência moderada’. Essas constatações estão no Atlas da Eficiência da Gestão Municipal da Educação, lançado em Brasília (DF). Do total de 62 municípios amazonenses, 52 estão no atlas – 10 não dispõem de informações na publicação.

O Atlas, que conta com o apoio institucional da UnB (Universidade de Brasília), compara a gestão pública entre municípios de um mesmo Estado, traduzindo-a em números e permitindo verificar quais são mais ou menos eficientes em diferentes setores. No caso da Educação, são observados critérios como valor investido por aluno, retenção escolar, aprovação e proficiência, entre outros

A publicação foi desenvolvida por uma startup de inovação e pesquisa sem fins lucrativos do Distrito Federal, com a coordenação técnica de um professor da UnB e de um consultor internacional. Trata-se de uma ferramenta com a intenção de melhorar a gestão do dinheiro público, reduzindo o desperdício e otimizando os serviços do Estado brasileiro.

As duas primeiras edições do Atlas, apresentadas no dia 27 de novembro, tem como temas a Educação e os tribunais de Justiça estaduais. Saúde, água e saneamento são outros assuntos a serem apresentados nos próximos meses. Além disso, em breve, serão lançadas publicações sobre os Tribunais Regionais do Trabalho e os Tribunais Regionais Eleitorais.

Para viabilizar a pesquisa que resultou na plataforma e no atlas, o professor Alexandre Maduro-Abreu, da Faculdade de Administração, Contabilidade, Economia e Gestão de Políticas Públicas (FACE) da UnB, e o consultor Kayton Fernandes de Ávila, fundaram o Instituto de Inteligência em Gestão e Sustentabilidade (I3GS), sem fins lucrativos. Assim, nasceu o movimento apartidário ‘Por um Brasil mais Eficiente’.

“O termo eficiência, principalmente em função da crise político-econômica pela qual passa o País, tornou-se protagonista para a gestão pública. Há uma exigência social para que o Estado seja mais eficiente quanto à utilização dos seus recursos. Esse fenômeno está permitindo desmistificar a carga ideológica que o termo carrega”, explica Alexandre Maduro-Abreu.

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