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Expressão

Nas duas ondas da pandemia em Manaus só o medo segurou a população em casa

11 de fevereiro de 2021 Expressão
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Protesto de trabalhadores do comércio em Manaus nos últimos dias de dezembro de 2020 contra o fechamento de lojas (Foto: Roberto Peres)

MANAUS – Os chutadores profissionais estão em ação novamente. Pseudos pesquisadores começam a falar em terceira onda da pandemia e encontram nos veículos de comunicação menos atentos os holofotes que desejam para se manterem em evidência. Esses pseudos pesquisadores querem manter a economia parada até que nenhuma pessoa tenha o vírus.

Não adianta querer manter a população trancada em casa por muito mais tempo. O governo não consegue segurar. Por três semanas, as pessoas ficaram em casa por medo, diante do colapso na saúde e da falta de oxigênio. Neste particular, os veículos de comunicação que fazem jornalismo profissional tiveram papel importante para levar informação e criar uma reação positiva diante do vírus, ou seja, o “fica em casa”.

Menos por força dos decretos governamentais, as pessoas ficaram em casa por medo de contrair a doença e ficar sem atendimento nos hospitais públicos e privados. Ambas as redes hospitalares entraram em colapso diante do aumento abrupto de casos e de mortes.

Amigos e parentes que tombavam dia após dia diante do vírus mortal fez com que as pessoas aceitassem ficar em casa, por precaução; os comerciantes resolveram fechar as portas sem reclamar; os comerciários sumiram das ruas e abandonaram os protestos ensaiados nos últimos dias de dezembro.

Passada a fase mais cruel, nesta semana, muitas empresas já começaram a descumprir as medidas restritivas. Lojas de material de construção voltaram a abrir as portas, outras começaram a atender “clandestinamente”, por uma porta lateral.

O movimento de carros nas ruas aumentou significativamente de dia e de noite. Não há mais como segurar por mais tempo as pessoas dentro de casa.

Necessário fazer, nesse momento de reabertura, é obrigar as empresas a adorarem as medidas de segurança que possam evitar a contaminação e aumentar as campanhas de orientação da população em relação à higiene.

Os supermercados, depois do relaxamento das medidas restritivas no ano passado, se limitaram a medir a temperatura dos clientes, sem se importar com a lotação, com a higiene das mãos e dos carrinhos.

As autoridades podem por exemplo, forçar os supermercados a retirar do alcance dos clientes parte dos carrinhos e manter apenas uma quantidade que não gere aglomeração, e não permitir a entrada de mais pessoas quando não houver carrinhos disponíveis.

Os shoppings centers, a mesma coisa: limitar a entrada de pessoas se faz necessária: evitar a entrada de mais de duas pessoas nos carros, proibir a entrada a pé de mais de duas pessoas da mesma família, entre outras medidas que evitem aglomeração.

E obrigar os estabelecimentos comerciais de um modo geral a disponibilizar álcool em gel aos clientes, higienizar as maquinetas de cartão depois de cada usuário manuseá-las, forçar os comerciantes a não permitir a entrada de pessoas sem máscara.

Medidas desse tipo, agora, que os casos e mortes por Covid-19 começam a cair, são mais eficazes do que manter as proibições com as pessoas burlando o decreto e fazendo o errado no quesito higiene e prevenção pessoal.

A população também não pode ser vista apenas como vítima. Tem que participar ativamente do processo. Ela pode, por exemplo, se recusar a entrar em estabelecimentos com lotação exagerada; deve seguir as medidas de distanciamento e de higiene, assim como deve denunciar os casos em que as regras estejam sendo descumpridas.

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Assuntos Covid-19, lockdown em Manaus, medidas de higiene, medidas de segurança, reabertura da economia, reabertura do comércio
Valmir Lima 11 de fevereiro de 2021
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2 Comments
  • Antônio Davi Roland de Brito disse:
    12 de fevereiro de 2021 às 16:40

    Caiu a ficha?Perceberam agora que nenhuma sociedade consegue ficar muito tempo dentro de casa?Eu mesmo,não saí de casa na primeira semana de toque de recolher nas 24 horas do dia. Porém, a minha mãe, idosa,que saiu em um sábado para fazer compras me convidou para fazer uma filmagem de um Boeing 777-300ER no Posto de combustíveis da Atem na Avenida do Turismo e eu fui porque ela percebeu que eu estava emocionalmente esgotado!Cansa!O jeito é fazer o distanciamento social de 1.5,2 metros,usar máscaras e lavar as mãos com água e sabão que se mostra mais eficaz do que o álcool e gel. Quantas empresas não vão reabrir as portas?”Mortos não consomem!”,disse o calça apertada!Desempregados também não!Vamos também aderir à vacinação contra a Covid-19 para acabar de vez com esse inferno criado pelo governo chinês e pela Orquestra Mundial do Socialismo e depois fazer os prefeitos ladrões e governadores ladrões devolverem o dinheiro roubado que deveria ter sido usado para combate ao vírus chinês!

    Responder
  • Eduardo Goldberg disse:
    16 de fevereiro de 2021 às 12:24

    Talvez, por isso, tantas pessoas tem que morrer, famílias tem que sofrer por não poderem se despedir de seus entes. São mortes que podem ser evitadas, por que não usam um tratamento eficaz, mas não foi aprovado pela “ciência”. A ordem é matar, pois só a morte como exemplo, garante o medo da desobediência.

    Responder

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