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Política

Na estreia do horário eleitoral, Bolsonaro ataca PT e Haddad ignora Lula

12 de outubro de 2018 Política
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Jair Bolsonaro atacou o PT e Haddad, enquanto o petista ignorou Lula no horário eleitoral na TV (Foto: Reprodução)

Do Estadão Conteúdo

SÃO PAULO – Na estreia do horário eleitoral gratuito no segundo turno no rádio, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) partiu para o ataque contra o PT e seu adversário, Fernando Haddad. Já o programa do petista ligou o concorrente à onda de violência gerada na campanha à Presidência da República e não citou, como havia feito no primeiro turno, o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Bolsonaro, que praticamente estreou no horário eleitoral, já que na primeira fase da campanha tinha menos de 10 segundos por programa, lembrou a ascensão do socialismo e do comunismo na América Latina, citou a criação do Foro de São Paulo, “grupo liderado por Lula e Fidel Castro (ex-presidente de Cuba)” e até divulgou um áudio do ex-presidente brasileiro, preso em Curitiba. “Todos que participaram do Foro de São Paulo chegaram ao poder”, diz Lula.

O programa do candidato do PSL informou que Cuba é o país mais atrasado do mundo, lembrou as crises na Venezuela e do Brasil, governado pelo PT entre 2003 e 2016. “Estamos à beira do abismo (…) fizeram de Brasília um balcão de negócios e muitos estão presos”. A locução citou também que o vermelho, cor do PT, jamais foi a cor da esperança.

Nesse primeiro programa eleitoral de Bolsonaro, Haddad foi chamado de ‘boneco de Lula’, e declarações de pessoas procuram afastar as acusações de racista e machista de Bolsonaro. “Sou mulher e negra. PT nunca mais. A nossa bandeira é verde e amarela”, afirma uma apoiadora do deputado federal. Na parte final, Bolsonaro é apresentado ao eleitor e reforça a questão feminina, com a repetição do relato emocionado de uma reversão de vasectomia para que pudesse ter uma filha, Laura, a única mulher após quatro homens.

Haddad

Na abertura do programa do candidato petista, a mensagem foi a de que a ‘democracia está em risco’ e o que o segundo turno, “que deveria ser de debate de propostas, foi transformado por seguidores de Bolsonaro em onda de violência”. As declarações do candidato do PSL de que iria “fuzilar a petralhada”, é alternada com vários relatos de violência, como o assassinato do mestre de capoeira e produtor cultural Môa do Katendê, em Salvador (BA), com 12 facadas, após defender o voto no PT. Em seguida, Haddad repete o bordão que seu sonho é oferecer aos brasileiros ao menos uma oportunidade, com educação e emprego, “um livro em uma mão e uma carteira assinada na outra”.

Ao contrário de Bolsonaro, que está no terceiro casamento, o programa do petista cita a relação de 30 anos com Ana Estela e filhos Frederico e Carolina. Lembrou que Haddad foi ministro da educação e reforça o pedido de paz antes de citar algumas propostas para o governo, caso eleito – além de emprego, a retomada de obras paradas, incentivo à construção civil e a criação do ensino médio federal.

Ao final, Haddad afirma que é hora de “olhar para frente”, pede união e o voto “mesmo que você eleitor tenha votado em outro candidato no primeiro turno, eu quero conversar com você”, disse. “Essa campanha não é de um partido, é dos que querem mudar para melhor o nosso País (…) Vamos nos unir, a hora é agora. Quero contar com todos que são a favor da democracia e dos direitos do povo”.

Ao contrário do primeiro turno, quando Lula dominou os programas de Haddad, o ex-presidente, ao menos neste primeiro, não foi lembrado.

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Assuntos Fernando Haddad, Jair Bolsonaro
Cleber Oliveira 12 de outubro de 2018
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