Na última sessão presidida por Ari Jorge Moutinho da Costa, o presidente do TJAM se despediu dos colegas e disse que as divergências que teve com alguns ao longo dos dois anos de mandato à frente do Judiciário fazem parte do processo. Depois da despedida, Ari encontrou-se com a presidente eleita Maria das Graças Pessoa Figueiredo, que toma posso no próximo dia 3. Trocou algumas palavras e algumas vezes fez gestos com a mão, mas os que estavam próximos sustentam que não houve discussão entre os dois. Graça Figueiredo e Ari Moutinho tem relação profissional conturbada desde que ele presidiu o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas e ela era vice-presidente. Por ocasião da passagem dos dois pela Corte Eleitoral, ela chegou a denunciá-lo ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mas Ari foi absolvido. No comando do TJAM, o caso mais espinhoso entre os dois ocorreu na votação de um anteprojeto de lei para aumentar o número de desembargadores do Tribunal. Ari negou um pedido de vista a Graça Figueiredo o que a fez, novamente, recorrer ao CNJ, que determinou o cancelamento da votação em que a vontade do presidente foi vitoriosa. Mais tarde, o ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello derrubou a decisão do CNJ e autorizou o TJAM a aumentar de 19 para 26, mas o desgaste e uma ação de autoria dos deputados de oposição da Assembleia Legislativa do Estado contestando a tramitação da matéria no parlamento, fez com que Ari Moutinho não pusesse em prática a medida. (Fotos: Rafael Alves/TJAM)


