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Na Alemanha, 40% querem que Merkel renuncie

29 de janeiro de 2016 Sem categoria
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14/12/2015- chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, defendeu nesta segunda-feira (14), em discurso no congresso anual de seu partido, a União Democrata Cristã (CDU), as políticas de seu governo para lidar com a crise dos refugiados.
Uma pesquisa publicada nesta sexta-feira pelo Instituo Insa mostra que 40% do alemães querem que Merkel renuncie devido à sua política de imigração, enquanto 45% não veem razão para uma renúncia (Foto: Christlich Demokratische Union Deutschlands)

BERLIM – A chegada de mais de um milhão de requerentes de asilo na Alemanha durante o ano passado abalou a popularidade da chanceler do país, Angela Merkel, que tem realizado uma política de “braços abertos” aos imigrantes desde setembro.

Uma pesquisa publicada nesta sexta-feira pelo Instituo Insa mostra que 40% do alemães querem que Merkel renuncie devido à sua política de imigração, enquanto 45% não veem razão para uma renúncia. No total, foram entrevistadas 2.047 pessoas.

Uma outra pesquisa mostrou que oito a cada 10 alemães não acha que um acordo entre os países ajudaria a reduzir o número de imigrantes que chegam na Alemanha. No entanto, 77% acham que a Alemanha sozinha também não irá conseguir reduzir o número de refugiados. Fonte: Dow Jones Newswires.

Política para refugiados

Após semanas de discussões, os partidos que formam a coalizão do governo da Alemanha – a União Democrata Cristã (CDU), o Partido social-democrata (SPD) e a União Social Cristã (CSU) – chegaram a um acordo sobre novas mudanças na lei de asilo aos refugiados, em um esforço para conter o número de imigrantes que chegam ao país.

Um dos principais pontos que eram de discórdia, os partidos concordaram em limitar a reunião familiar de refugiados que estão na Alemanha cujos familiares estão em outros países, ou seja, os refugiados não poderão mais trazer automaticamente seus familiares para a Alemanha. Em alguns dos casos, os refugiados terão que esperar dois anos para poder buscar sua família.

Essa regra vale também para aqueles que possuem o chamado “status limitado de proteção”, ou seja, pessoas não são consideradas refugiadas pela Convenção de Genebra ou pela legislação alemã, mas mesmo assim não podem ser deportados por correrem riscos no seu país de pena de morte ou torturas, por exemplo, disse o vice-chanceler Sigmar Gabriel.

No entanto, o critério de reunião familiar passa a ter prioridade aos refugiados que serão transferidos da Turquia, Jordânia ou Líbano para a Alemanha. Segundo o vice-chanceler Sigmar Gabriel, cerca de 18% dos refugiados sírios se encontram nesta situação.

A coalizão do governo também concordou em acrescentar o Marrocos a Argélia e a Tunísia na lista de países considerados seguros, tornando mais difícil para os cidadãos desses países a se tornarem refugiados. O governo de Merkel tem estado sob pressão para mostrar que é capaz de agir apesar do crescimento divergências sobre questões de imigração entre os partidos no poder.

Além disso, os partidos aprovaram que requerentes de asilo que concluírem um curso profissionalizante na Alemanha terão o direito de trabalhar por dois anos no país, independente do seu status como refugiado. Fonte: Dow Jones Newswires.

(Estadão Conteúdo/ATUAL)

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Assuntos Alemanha, Crise, Europa, imigração, refugiados, Síria
Valmir Lima 29 de janeiro de 2016
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