
PARIS – A multidão reunida na Praça da República em Paris cantou o hino da França, a Marselhesa. A praça é o ponto de partida para as marchas convocadas em homenagem às vítimas da última semana e contra o terrorismo. Manifestantes agitam bandeiras da França e de outros países, principalmente europeus.
A população lota completamente as ruas da região. Segundo agências de notícias locais, é impossível neste momento se deslocar em direção ao centro de Paris. Há pessoas em pé sobre o monumento da Praça da República. Segundo autoridades francesas, a manifestação pode ser a maior desde a liberação de Paris do controle nazista na Segunda Guerra Mundial.
Meios de transporte não cobram tarifa na capital francesa neste domingo. Estima-se a participação de centenas de milhares de pessoas e prepararam operações de policiamento reforçado, com 2.200 homens.
Além da população, participam da manifestação familiares das vítimas do ataque à revista Charlie Hebdo e autoridades de 60 países.
Estão previstos dois percursos de cerca de três quilômetros de distância da Praça da República à Praça da Nação. Os dois itinerários foram planejados para dar conta da quantidade de gente que participa do ato.
Chefes de Estado
Autoridades internacionais que estavam reunidas com autoridades francesas no Palácio do Eliseu, sede da presidência da França, deixaram o prédio para se juntar à marcha popular. A chanceler alemã, Angela Merkel, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, o ministro russo de Relações Exteriores, o secretário de Justiça dos Estados Unidos, Erik Holder, o ministro russo de Relações Exteriores, Sergei Lavrov, o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, estão entre as autoridades presentes. Sessenta países enviaram representantes para a capital francesa.
O evento é realizado em memória de 17 pessoas mortas durante ataques terroristas em Paris na última semana. As autoridades francesas estão adotando medidas “excepcionais” para gerenciar a multidão e garantir a segurança dos líderes estrangeiros. A circulação de veículos não será permitida em grandes áreas da cidade e as linhas de metrô serão fechadas. (Ana Fernandes, com agências internacionais)
(Estadão Conteúdo/ATUAL)
