
Por Iram Alfaia, de Brasília
BRASÍLIA — O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, do PR, afirmou que não partiu do seu partido a proposta de acabar com a Infraero e entregar à iniciativa privada, em seis blocos, 54 campos de aviação no país, entre eles, o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, de Manaus.
Em reunião nesta quarta, dia 14, no seu gabinete em Brasília, com presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), Francisco Lemos, o ministro disse que é contrário à privatização da Infraero, “mas dentro do governo, junto com o Planejamento (ministério), há outras correntes que são totalmente favoráveis”.
Sabe-se que os ministros do PMDB Moreira Franco e Eliseu Padilha, ambos do chamado “núcleo duro” do presidente Temer, são os principais entusiastas da proposta. O governo espera arrecadar R$ 43 bilhões com o fim da Infraero.
O representante dos aeroportuários, que até então só havia sido informado da proposta pela imprensa, disse que só resta à categoria realizar uma grande mobilização contra o desmonte da empresa.
A primeira será na próxima segunda, dia 19, no Aeroporto de Congonhas, onde os funcionários da empresa e seus familiares vão se vestir de preto, bater panela e realizar apitaços. O mesmo será feito na terça, dia 20, em todo o país.
Além dos protestos, os aeroportuários vão mobilizar parlamentares para a formação de frentes no Congresso Nacional, Assembleias Legislativa e Câmaras Municipais.
“Se retirar a Infraero do cenário nacional da infraestrutura aeroportuária brasileira esse país acabou, igual fizeram com as ferrovias”, protestou Francisco Lemos após a reunião com o ministro.
