
MANAUS – O medo que no início da pandemia do novo coronavírus parecia atingir a todos foi desaparecendo à medida que o número de mortes foi gradativamente reduzido em Manaus. E com essa “fuga” do medo, houve um relaxamento geral nos cuidados necessários para evitar a disseminação do vírus.
O relaxamento mais visível é em relação ao distanciamento social. As cenas nas portas de agência bancárias, que em abril e maio assustavam e causavam indignação, parece não incomodar mais nem as pessoas que se aglomeram e nem as autoridades.
As medidas de higiene também aos poucos vão desaparecendo. Em alguns supermercados, não existem mais os funcionários na porta de entrada do estabelecimento oferecendo álcool em gel e higienizando os carrinhos e cestas. Em outros, a oferta de álcool foi reduzida a uma porção insuficiente para espalhar nas palmas das mãos. Nas filas dos caixas, só alguns obedecem à distância recomendada.
O uso de máscaras também vem sendo relaxado. Em alguns postos de combustíveis os frentistas já abandonaram o acessório, extremamente necessário e obrigatório por decreto estadual e municipal. No caso dos frentistas, a situação se torna ainda mais grave, porque eles são obrigados a dirigir a palavra aos clientes a uma distância que nem sempre respeita a recomendada de 1,5 metro.
Nas ruas, nos shoppings centers, nas lojas, no transporte público parece que tudo voltou ao normal muito antes da chegada da vacina contra a Covid-19, que é uma promessa de controle mais eficaz da doença.
Nesses dias, a inclusão de mortes ocorridas em meses passados na contagem da Secretaria de Saúde do Amazonas como Covid-19 assustou a população, diante de um esclarecimento tardio das autoridades sanitárias e de oportunistas que trabalham para disseminar informações falsas.
No entanto, o número de mortes por Covid-19 em Manaus chegou a 5 nesta terça-feira, 11. Esse número pode não parecer alto, mas média dos últimos sete dias é de 2,7 mortes. A última vez que houve registro de cinco mortes em 24 horas na capital foi no dia 22 de julho.
Não custa lembrar o alvoroço que causou na população a confirmação, no dia 20 de março, pela FVS (Fundação de Vigilância em Saúde) da primeira morte por Covid-19 em Manaus. Agora, cinco mortes não incomoda mais ninguém.
É hora de reflexão. As medidas de segurança sanitária só devem ser abandonadas quando as mortes cessarem e os casos de Covid-19 forem zerados.


Estou assistindo a TV hoje 15-01-2021, a situação está desesperadora em Manaus. Eu acho que esta pandemia vai ser uma lição para país nenhum esquecer e nem achar que é uma gripezinha.
Só o Bolsonaro acha que é uma gripezinha.