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Dia a Dia

Major Curió, que combateu Guerrilha do Araguaia, morre aos 87 anos

17 de agosto de 2022 Dia a Dia
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Presidente Jair Bolsonaro recebeu e homenageou Major Curió (Foto: Facebook/Senador Chico Rodrigues/Reprodução)
Presidente Jair Bolsonaro recebeu e homenageou Major Curió (Foto: Facebook/Senador Chico Rodrigues/Reprodução)
Por Fabiano Maisonnave, da Folhapress

MANAUS – Militar envolvido no combate à Guerrilha do Araguaia, um dos episódios mais violentos da repressão comandada pela ditadura militar brasileira (1964-1985), o tenente-coronel reformado Sebastião Rodrigues de Moura, o Major Curió, morreu nesta quarta-feira (17), em Brasília, aos 87 anos.

Em 1973 e 1974, Curió teve participação direta na perseguição, execução e tortura de guerrilheiros do PC do B que agiam entre o norte de Tocantins e o sudeste do Pará. Depois, foi enviado à Serra Pelada para administrar a febre do ouro. Tornou-se popular entre os garimpeiros, a ponto de se eleger deputado federal e prefeito de Curionópolis, cidade batizada em sua homenagem, e de liderar uma revolta contra o governo.

Mineiro, nasceu em 1934 em São Sebastião do Paraíso, numa família de pequenos comerciantes. Influenciado por um primo que lutou na Segunda Guerra, decidiu seguir carreira militar na adolescência.

Foi aprovado na Escola Preparatória de Cadetes, que o colocou na unidade de Fortaleza. No Ceará, ganhou o apelido de Curió – não pelo canto do pássaro, mas por outra característica, ser um animal pequeno e briguento. De lá, passou na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), a escola de oficiais do Exército, formação marcada pela ideologia anticomunista, católica e racista que predominava na caserna à época.

Após a graduação, serviu em diversas cidades, como Francisco Beltrão, no Paraná. Em maio de 1973, já agente do SNI (Serviço Nacional de Informações), foi enviado a Araguaína, no atual estado do Tocantins, com a identidade falsa de Marco Antonio Luchinni, técnico do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). De início, sua missão era coletar informações sobre a guerrilha, a operação Sucuri.

Eram os primeiros passos da fase mais repressiva contra a guerrilha. Com a anuência dos presidentes-generais Emílio Médici (1969-1974) e Ernesto Geisel (1974-1979), os militares mataram 68 guerrilheiros, dos quais 41 teriam sido executados, muitos após tortura, segundo Leonencio Nossa, autor de “Mata! O Major Curió e as Guerrilhas no Araguaia”, de onde este texto extraiu parte das informações biográficas.

Nesse período, a chamada Casa Azul, em Marabá (PA), virou o centro dessas ações ilegais perpetradas pelos militares. Findas as operações, Curió foi um dos condecorados com a Medalha do Pacificador, devido à atuação na região, conhecida como Bico do Papagaio. Nos anos seguintes, seguiu atuando ali, organizando um assentamento para os colaboradores civis do Exército.

Em razão desses vínculos, o presidente-general João Figueiredo (1979-1985) nomeou Curió interventor de Serra Pelada (PA), um formigueiro humano de milhares de garimpeiros em busca de ouro. Lá, buscou disciplinar o caos com mão de ferro. Cercou a jazida, eliminou o pagamento de porcentagem do ouro retirado, controlou o preço dos alimentos, combateu a criminalidade, cadastrou os garimpeiros, proibiu a entrada de mulheres e abriu uma agência da Caixa Econômica Federal para combater o contrabando.

Carismático, conquistou a devoção de milhares de garimpeiros. Sua fama também aumentou graças a entrevistas para inúmeras reportagens sobre Serra Pelada. O grupo de humor Os Trapalhões chegou a gravar um filme no local, em que o personagem-herói de Didi ganhou o nome de Curió.

O próximo passo foi a incursão na política. Em 1982, elegeu-se deputado federal com 59 mil votos, pelo Partido Democrático Social, de apoio à ditadura. No Congresso, defendeu os garimpeiros e conviveu com o ex-guerrilheiro do Araguaia José Genoino (PT), capturado e torturado antes do período mais violento.

No novo papel, colocou-se ao lado dos trabalhadores de Serra Pelada quando a então estatal Vale do Rio Doce agia para assumir a exploração. Em desafio a Figueiredo, mobilizou milhares de garimpeiros, que destruíram casas de funcionários da Vale e cercaram Carajás, a jazida de ferro. O governo recuou.

Mesmo com a redemocratização, em 1985, Curió manteve algo de seu prestígio. Em 2000, foi eleito prefeito de Curionópolis, surgida a partir dos bordéis que funcionavam fora do perímetro de Serra Pelada.

Foi reeleito em 2004, mas acabou cassado antes do fim do mandato por corrupção. Em seguida, mudou-se para Brasília. Um movimento para mudar o nome da cidade fracassou, mas o estádio da cidade, o Curiozão, foi rebatizado de Beija-Flor. Nas últimas décadas, parentes de guerrilheiros executados, o Ministério Público Federal e a Comissão Nacional da Verdade (CNV) tentaram responsabilizar Curió pelos crimes cometidos no Araguaia, mas, protegido pela Lei da Anistia (1979), morreu sem ser julgado.

Numa de suas últimas aparições em público, em maio de 2020, ele, de cadeira de rodas, foi recebido pelo presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto. No dia seguinte, nota da Secretaria de Comunicação Social da Presidência chamou de “heróis do Brasil” os militares que combateram a Guerrilha do Araguaia.

O desagravo oficial ao militar reformado que participou de torturas e assassinatos foi criticado por ONGs de direitos humanos e levou a PFDC (Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão), órgão ligado à PGR (Procuradoria-Geral da República), a abrir uma investigação por apologia de crimes contra a humanidade. O militar reformado deixa ao menos seis filhos, de diferentes relacionamentos.

“Quem eu sou?”, disse Curió ao repórter Leonencio Nossa, após se aposentar da carreira política. Ele mesmo respondeu: “Um homem forte que participou da derrota dos comunistas e controlou 80 mil no garimpo. Um homem com medo da solidão. Triste o fim, né?”.

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Assuntos ditadura militar, Guerrilha do Araguaia, Major Curió, Serra Pelada
Cleber Oliveira 17 de agosto de 2022
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