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Dia a Dia

Maioria de atendimentos do Hospital da Criança em Manaus deveria ser em UBS

27 de setembro de 2021 Dia a Dia
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hospital da crianca zona leste
O foco do Hospital da Criança são os casos de urgência e emergência, informa a secretaria (Foto: Divulgação/SES-AM)
Da Redação

MANAUS – Mais de 80% dos atendimentos realizados no Hospital e Pronto-Socorro da Criança da zona leste de Manaus em agosto e setembro poderiam ter sido atendidos em uma UBS (Unidade Básica de Saúde). Diante do aumento da demanda, a Secretaria de Saúde do Amazonas tenta conscientizar os usuários sobre os serviços da unidade.

Mesmo com atendimento emergencial infantil de alta complexidade, o Hospital da Criança tem uma grande procura por serviços ambulatoriais, com picos pontuais de atendimentos em alguns dias da semana. A unidade também teve aumento da demanda, que se acredita estar relacionada ao verão amazônico e ao fim das restrições de circulação com a queda dos índices da Covid-19.

De acordo com a Secretaria de Saúde, uma unidade como o Hospital da Criança atende prioritariamente quem recebe a classificação vermelha, laranja e amarela, que são os atendimentos típicos de pronto-socorro. Os pacientes com classificação verde, azul e branco são de média e baixa complexidade e deveriam ser atendidos em UBS.

No mês de agosto, a unidade hospitalar teve mais de 3,3 mil atendimentos, com 83,18% sendo de pacientes com classificação verde, azul e branco. Já no mês de setembro, a procura aumentou na unidade, e até a última quarta-feira (22) mais de 5,3 mil atendimentos foram realizados. Destes, 84% são de pacientes que buscaram atendimento de média e baixa complexidade.

Esses são serviços ambulatoriais disponibilizados em UBS e nos SPAs (Serviços de Pronto Atendimento). Quando direcionados ao pronto-socorro, o tempo de espera do usuário será maior, porque a prioridade desse tipo de unidade é para atendimentos de urgência e emergência, cujo paciente não pode esperar.

Orientação

A secretária executiva adjunta de Atenção à Urgência e Emergência, Mônica Melo, explica que esse trabalho de reorganização dentro da classificação de risco é para que os pacientes procurem a unidade mais próxima de suas casas em situações que não são de urgência e emergência.

“A gente precisa orientar essa população, mostrando onde se deve procurar o atendimento, qual é a porta correta para você procurar, até para não ter essa contingência alta de pacientes, que poderiam estar na atenção básica ou no SPA, não dentro de um pronto-socorro que deveria estar atendendo a alta complexidade, que é o paciente que sofreu uma fratura de crânio, que está com uma pneumonia grave, com uma saturação abaixo de 80%, por exemplo, com outros sinais e sintomas de gravidade com risco eminente de vida”, informou.

A secretária esclarece que o hospital não deixará de atender os pacientes de classificação de baixo risco, mas que seguirá realizando esse trabalho de orientação à população.

“O paciente não deixa de ser atendido, mas é orientado a procurar o local certo para o seu atendimento. Então, se ele é classificado como branco, verde ou azul, ele é atendido dentro do tempo da classificação de risco, mas ele é orientado a procurar a porta correta, que é a atenção básica ou SPA mais próximo da sua casa”, explicou Mônica Melo.

A diretora da unidade, Liege Ribeiro, afirma que esse trabalho de educação e conscientização da população sobre onde procurar o atendimento adequado está sendo realizado diariamente na unidade.

“Estamos realizando um processo de educação continuada com a população que procura atendimento nesta unidade, informando sobre a classificação de risco, com isso fazendo a humanização e conscientização dos serviços”, disse a diretora.

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Assuntos atenção básica na saúde, Hospital da Criança, SES-AM, UBS
Redação 27 de setembro de 2021
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