
Lula está participando da COP 27 e se manifestando em favor do meio ambiente, contra o desmatamento e a favor da Amazônia.
A Cúpula do Clima da ONU, COP 27, na sua 27ª edição, está ocorrendo na cidade de Sharm El Sheikh, no Egito, no período de 6 a 18 de novembro, reunindo cerca de 90 chefes de Estado e representantes de 190 países.
Mais uma vez o grande debate é a defesa do meio ambiente, a redução dos impactos ambientais das atividades produtivas no clima, o combate ao aquecimento global, as metas de redução de poluição, de emissão de gases de efeito estufa na atmosfera, do desmatamento e compensações aos países que ampliarem a preservação de florestas.
Desde a vitória do Lula, no 2º turno das eleições no Brasil, dia 30 de outubro de 2022, os chefes de Estado dos principais países do mundo querem falar com ele, porque sabem do compromisso do Lula e do novo governo com a causa ambiental. Com o governo de Bolsonaro não havia diálogo, visto que foi o governo que mais desmatou no Brasil.
E esta confiança já favorece o país. Noruega e Alemanha, por exemplo, confirmaram que vão continuar a repassar recursos para o Fundo Amazônia, com previsão de mais de 500 milhões de dólares disponíveis, apoiando projetos de proteção ambiental e de valorização dos povos amazônicos.
No discurso proferido na COP, neste dia 16 de outubro, Lula disse que o mundo precisa gastar menos com guerras e mais no cuidado com o planeta e garantir alimentos para todo o povo. E no Brasil, no período entre 2004 e 2012, o país reduziu a taxa de devastação da Amazônia em 83%. Já nos três primeiros anos do atual governo, o desmatamento na região teve aumento de 73%. Lula também propôs que a COP 30, em 2025, fosse realizada no Brasil, em especial, no Amazonas, o que traria esse debate para o centro da Amazônia.
No processo de composição do Governo de Transição, que ocorre atualmente, nomes importantes da região estão participando do debate, levando as necessidades dos povos da região. Uma das propostas é que se crie a Secretaria Especial da Amazônia, para fortalecer as diversas políticas públicas necessárias a serem implantadas e que enfrentem questões cruciais, como energia, combate à fome, educação e saúde nas comunidades ribeirinhas e indígenas, mobilidade e transporte, uso sustentável dos recursos naturais, o modelo de desenvolvimento econômico.
Também está sendo esperada a criação do Ministério dos Povos Originários, o que traria um protagonismo dos povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas, extrativistas, nas discussões sobre a Amazônia. O Amazonas é o estado com a maior quantidade de etnias e de povos indígenas do Brasil. Haveria um olhar prioritário para as questões de saúde e de educação indígenas.
Lula disse que o que mais tem ouvido de líderes de diferentes países é que “o mundo sente saudade do Brasil”. E Lula responde: “o Brasil está de volta”.
A esperança está de volta. Para o bem do Brasil e da Amazônia e seus povos.
José Ricardo Wendling é formado em Economia e em Direito. Pós-graduado em Gerência Financeira Empresarial e em Metodologia de Ensino Superior. Atuou como consultor econômico e professor universitário. Foi vereador de Manaus (2005 a 2010), deputado estadual (2011 a 2018) e deputado federal (2019 a 2022). Atualmente está concluindo mestrado em Estado, Governo e Políticas Públicas, pela escola Latina-Americana de Ciências Sociais.
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