
Por Gabriel de Sousa e Gabriel Hirabahasi, do Estadão Conteúdo
RIO DE JANEIRO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (23) que não se candidatou à Presidência da República para destinar iniciativas aos mais ricos. Na fala de tom eleitoral e voltada para pessoas de menor renda, o presidente afirmou que quem precisa do governo federal são os pobres e a classe média.
“Não me candidatei a presidente da República para fazer coisa para rico, o rico não precisa do governo. Quem precisa do governo são as pessoas humildes, a classe média e os trabalhadores de todas as categorias profissionais”, discursou Lula na inauguração de um trecho da Rodovia Presidente Dutra, no Rio de Janeiro.
Como costume nas agendas pelo país, Lula disse que foram os governos petistas que forneceram mais investimentos para os Estados, neste caso, para o Rio de Janeiro. “Queria que vocês pesquisassem para saber se, na história da República, houve um presidente que colocou mais dinheiro no Rio de Janeiro do que eu e a Dilma Rousseff. (…) Eu duvido que algum governador tenha recebido de algum presidente mais ajuda do que receberam nos governos Lula e Dilma”, declarou.
Lula inaugurou nesta terça, a primeira etapa das obras do trecho da Rodovia Presidente Dutra na Serra das Araras, no Rio de Janeiro. Foram lançados quatro quilômetros de pista de subida. O investimento total é de R$ 1,5 bilhão.
‘Banho de concessões’
O presidente afirmou que o governo dele “dá um banho em concessões de estradas” ao comparar o preço de pedágios que em estradas que possuem parcerias com governos estaduais e o federal.
Segundo o presidente, as tarifas chegam a custar a metade das de estradas que receberam concessões em outros governos. “Antigamente, o governador estabelecia um preço pela concessão da estrada e cobrava caro”, afirmou.
“Uma rodovia fez uma concessão no Estado de São Paulo com um pedágio a R$ 9. Nós fizemos a mesma coisa entre São Paulo e Minas Gerais e nosso pedágio era de R$ 2,50 a cada 100 quilômetros. Tem uma palavra chamada outorga, a gente não fazia e não cobrava pela estrada. O objetivo da concessão é garantir que a empresa ganhe seu dinheiro, mas ela faça a manutenção da estrada e cobre o preço mais barato para o usuário”, declarou o presidente.
