
Da Redação
MANAUS – Após dia marcado por protestos, lojistas de Manaus participarão de reunião com o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), na noite deste sábado, 26, convocada com urgência para tratar sobre as restrições impostas ao comércio em decorrência do aumento de casos de coronavírus no estado.
O presidente da CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) Manaus, Ralph Assayag, afirmou que o governo não adiantou qual proposta apresentará para conter as perdas dos trabalhadores, mas os lojistas defenderão a reabertura do comércio. “Fomos convidados e estamos indo lá mostrar que nós não podemos ficar fechados. Principalmente no final do ano”, disse Assayag.
Na manhã deste sábado, centenas trabalhadores do comércio promoveram protesto nas ruas do Centro de Manaus contra o Decreto nº 43.234/2020, que dispõe sobre as novas medidas para o enfretamento à Covid-19 no estado, dentre elas, a suspensão do funcionamento de todos os estabelecimentos comerciais e serviços não essenciais e destinados à recreação e lazer no período de 26 de dezembro de 2020 a 10 de janeiro de 2021.
Os protestos contra as restrições ao comércio impostas pelo Governo do Amazonas continuaram no final da tarde nas avenidas Efigênio Sales e André Araújo, onde os manifestantes atearam fogo em entulhos para bloquear a via.
Deputados que formam a base do governo na Assembleia Legislativa do Amazonas defenderam a revogação do decreto.
A deputada Alessandra Campêlo (MDB) afirmou que está participando da reunião do Comitê de Crise Estadual e que propôs a revisão do decreto, com uma “flexibilização que diminua a circulação de pessoas mas que garanta o funcionamento do comércio, em especial nesses últimos dias do ano”.
O deputado Saullo Vianna (PTB) afirmou que pediu o adiamento das restrições para o dia 31 deste mês. Ele disse que é a favor do diálogo pacífico para “construir uma solução que irá preservar empregos e renda e conter a proliferação do Covid entre a população”.
“Já fiz uma intervenção junto ao governador para encontrarmos um meio termo. Minha sugestão é revogar o decreto até o 31/12”, completou o deputado do PTB.
A líder do governo na Assembleia Legislativa do Amazonas, deputada Joana Darc (PL), também defendeu o diálogo e consenso com os trabalhadores.
“Precisamos de diálogo e consenso nesse momento difícil para o Amazonas. O decreto pode ser revisto em diversos pontos a fim de não prejudicar o comércio e economia. Trabalho e renda devem ser prioridades, festas aglomeradas e irresponsáveis não, por exemplo. Atuarei nesse sentido”, afirmou.

Saspoha parece a Marina Silva. Precisamos dialogar. Vamos debater. Democraticamente…..