
Por Jullie Pereira, da Redação
MANAUS – Empresários do comércio consideram positiva a reabertura das lojas em Manaus estabelecida pelo governo do estado, mas se preocupam com a execução das medidas de higiene nos estabelecimentos. O comércio está no 1º ciclo de retomada das atividades econômicas, que começa na próxima segunda-feira, 1º de junho, e inclui as lojas de varejo.
Para o presidente da CDLM (Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus), Ralph Assayag, o comércio precisava reabrir neste momento, mesmo com as opiniões contrárias de especialistas. “O que vejo é que precisamos abrir, vou remar pra frente. Vamos ter muita reclamação sim, não tem jeito, vamos pegar pedrada, mas não pode continuar assim”, disse.
Assayag teme o fechamento do comércio caso os números voltem a subir em Manaus. “Tem que dar certo, se tiver uma retroação (nos números) não vamos deixar morrer gente, vamos ter que fechar, é uma preocupação para morrer o minimo possível porque com o ‘corona’ não tem jeito mesmo”, disse
O empresário torce para que tanto a população quanto os lojistas entendam a importância de cumprir as medidas de higiene e distanciamento. “Espero que a população entenda que tem que ter mascara e utilize todos os procedimentos, nós estamos ajudando como entidade clássica, mas infelizmente não temos a massa maior dos dirigentes”, disse. Assayag estima uma perda de 80% da arrecadação dos lojistas no período de isolamento.
André Gesta, presidente da Alasc ( Associação dos Lojistas do Amazonas Shopping Center), também avaliou positivamente a retomada do comércio e acredita que será mais fácil fazer as vendas tanto presencial quanto pela internet. “Acredito que é uma atitude acertada do governo, vamos poder vender melhor até por drive thru, com os funcionários nas lojas, podendo enviar fotos ao cliente, fazer a venda pelo WhatsApp. Dessa forma o cliente pode passar só para fazer retirada ou experimentar rapidamente na loja”, disse.
Gesta vê a reabertura como uma nova fase econômica no estado, mas conta que alguns lojistas têm opinião contrária. “Eu acho que é um primeiro passo, tem os lojistas que vão se agradar mais e outros menos, mas acredito que é uma retomada de uma nova fase, uma nova fase econômica”, disse.
A Alasc está se reunindo para decidir o horário de funcionamento dos shoppings e aguarda também o decreto oficial do governo com as medias de prevenção que deverão ser seguidas, mas já está adotando protocolos. “Estamos aguardando o decreto oficial, mas cada lojista já tem um protocolo de higiene, de medir temperatura, distanciamento, álcool em gel, tem esse protocolo padrão que estamos recomendando”, disse Gesta.
A Alasc não tem dados detalhados sobre o impacto nas vendas, mas Gesta informou que no início os faturamentos chegaram a quase zero e que os empresários passaram por uma rápida reformulação de estratégias para as vendas online.”Difícil mensurar, não temos esses dados. A gente sabe que muitos faturamentos foram próximos a zero, principalmente no início, alguns seguimentos tiveram que se reinventar mais rápido, principalmente o setor de chocolate por acusa da Páscoa que foi muito próximo”, disse.
Oficialmente os shoppings não estão inseridos no primeiro ciclo, os locais só vão funcionar com as lojas que foram inclusas e com capacidade máxima de 50%.
