
Do ATUAL
MANAUS – A grande quantidade de lixo no Igarapé do Gigante, no bairro Tarumã, zona oeste de Manaus, mobilizou 200 pessoas neste domingo (13), incluindo servidores da prefeitura e ativistas da causa ambiental. Os grupos recolheram garrafas PET, outros tipos de embalagens plásticas e até eletrodomésticos que poluíam o igarapé.
Com sete quilômetros de extensão, o Igarapé do Gigante cruza os bairros Redenção, Planalto, o complexo imobiliário Parque Mosaico, Lírio do Vale e Ponta Negra, até desaguar no rio Tarumã-Açú, afluente do rio Negro. Ao longo de seu percurso, o igarapé desempenha papel essencial no ecossistema urbano, e por isso, as ações de preservação são fundamentais para a cidade.
Oitenta voluntários do projeto “Galho Forte” estiveram no local, divididos em 30 embarcações, para retirar os resíduos sólidos do leito e das margens do igarapé. Eles recolheram aproximadamente 400 sacos de lixo de 200 litros, contendo desde materiais recicláveis até eletrodomésticos abandonados, como televisores e geladeiras.
Foram quatro toneladas de lixo, segundo informou o empresário Matheus Garcia, que coordena o projeto. A ação também teve a participação do deputado federal Amom Mandel (Cidadania), idealizador do projeto.
O grupo afirmou que a ação teve caráter educativo e comunitário. Os participantes receberam equipamentos de proteção individual, lanche, hidratação e todo suporte logístico para a remoção dos resíduos. Além disso, eles concorreram a três televisores de 32 polegadas, doados pela empresa GBR Componentes da Amazônia, parceira do projeto.
No mesmo local, cerca de 100 agentes de limpeza e uma equipe de 20 educadores ambientais também ajudaram a retirar o lixo do igarapé.

De acordo com o coordenador de limpeza da orla do rio Negro e igarapés da Semulsp (Secretaria Municipal de Limpeza Urbana), Marlon Chagas, os resíduos coletados foram transportados para uma balsa e encaminhados ao Aterro Sanitário, garantindo a destinação ambientalmente adequada.
“Hoje, temos uma grande força-tarefa atuando dentro do igarapé. Esse material será descartado de forma correta. Antigamente, retirávamos cerca de 700 toneladas por mês dos igarapés e rios de Manaus. Com a instalação das ecobarreiras, conseguimos reduzir esse volume quase pela metade. Atualmente, são entre 250 e 300 toneladas por mês. A prefeitura está fazendo sua parte, mas é fundamental que a população também colabore”, afirmou Chagas.
A Semulsp também informou que a ação teve um forte viés educativo. “A Semulsp não perde oportunidade. Esse é um ponto estratégico, com mais de cinco mil pessoas circulando por final de semana. A orientação é clara, precisamos cuidar do rio, da cidade e das pessoas. E para isso, precisamos da ajuda de todos”, o subsecretário de Operações da Semulsp, Jairo Santos.
